Psicodélica


novembro 5, 2010, 3:55 pm
Filed under: O Orkut me Envergonha, Outros

Retirado de "Mundo Tecno". Clique na imagem para ser redirecionado.

 

Pra quem não sabe (como eu até poucos segundos atrás), é só digitar “Mayara Petruso” no google que logo você se inteira de tudo. Não é meramente triste, mas preocupante num sentido que eu pensei jamais existir no meu tolo país.

Fui pra Espanha a um tempo atrás. Lá, a divisão entre povos é algo que me aturdiu na sua intensidade e – de certa forma – violência. Catalães berrando nos seus canais televisionados que não eram espanhóis e não iam mais “bancar” todo o resto da espanha e o resto da espanha falando o quanto os catalães eram feios e mal-educados. Bascos que odiavam tanto suas contra-partes espanholas que me causaram medo com a raiva e indignação que ostentavam SOMENTE por que a espanha havia ganhado o mundial na época e vice-versa, eternamente.

Eu não ouvi falar disso, EU VI. nem quero dizer aqui quem está certo ou não, mas eu sempre falei para meus amigos espanhóis: “cara, a gente não entende essas disputas não, lá no Brasil a nação é composta por tudo quanto é gente mas somos bem unidos na nossa nacionalidade…”

E eu me sinto profundamente entristecido ao ver que eu estava errado. Que eu menti.

E, pior de tudo, o quanto essa raiva subcortical, velada, quando explode violentamente – como aconteceu aqui – inflama a hipocrisia e a desavença em TODOS os brasileiros. Incluindo a mim, que senti a mesma pontada preconceituosa que a dona Mayara sentiu no coração ao ver seus desígnios políticos frustrados, mas em relação ao povo do sudeste que, em sua maioria, tive umas péssimas experiências. Sim, senti a tendência para o mesmo ato de brutalidade da “doutora” ai. Mas tive o mínimo de consciência de, ao menos, relevar a situação, separar o joio do trigo na minha mente e não sai estampando nenhum jargão fascista pela internet.

Mas a semente está lá, bem atrás das vozes do meu pensamento, sussurrando. E tenho medo que não seja só em mim. Não seja só na cabeça dos paulistas ou dos nordestinos (que já se vê uma certa hostilidade frente aos sulistas). Horror! Talvez nem mesmo só na cabeça dos Brasileiros, quando penso na questão de forma um pouco mais ampla.

Que vergonha de ter mentido para os amigos espanhóis, dizendo que somos uma nação mais unida que eles. Deveria ter dito:

“É, sei bem como é. No fundo, todos somos iguais, Europa ou America do Sul. todos bebemos da mesma fonte do mal.”

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XVII
outubro 19, 2008, 3:17 am
Filed under: O Orkut me Envergonha, Review

Fazer uma música para apenas um instrumento é algo para poucos. Descubro isso na minha atual luta para completar uma antiga música para contrabaixo, baseada principalmente em harmônicos naturais. Achar temas, harmonias e motivos que sejam interessantes – e ainda mais executar essa enxurrada de informação – é de tamanha complexidade que já me vi preso ao inicio da música diversas vezes, fiz e refiz diversos trechos e tenho em mãos um amontoados de partes que aos meus ouvidos parecem ter haver um com o outro apenas o sistema harmônico.

Nesse momento que entendemos a genialidade dos grandes compositores e instrumentistas, que do emaranhado que é a criatividade humana, conseguem organizar e ordenar idéias de beleza e força, que podemos dizer imortais, pois assim são as idéias, que ao contrario dos criadores, atravessam os séculos e não perdem a força. Um testemunho da invariabilidade humana.

Queria eu fazer um Portrait of Tracy, mas faço no máximo uma balada do engenheiros do havaí. Que falta? Estudo, dedicação ou talento nato? Seriam aqueles que levam suas músicas ao extremo de conseguir penetrar na barreira do egocentrismo humano todos talentos natos, portadores de dádivas do berço? Será que sou uma espécie de aleijado musical? Um falso talento nunca descoberto?

Sobre isso, apenas o tempo dará uma resposta completa, e suspeito que somente o esforço é a chave para eu não me decepcionar com a resposta.

***

E eu me espanto com o tal do concurso. A votação parece ser aberta – qualquer um que entre na comunidade pode votar. Antes de chamar uns quinze primos e outros trinta amigos, descobri que parece que eu preciso votar nas outras categorias, ou algo assim, senão meu pênis vai curvar e ficar com formato de cedilha.

Tentei a categoria “humor” e me dei conta, que mesmo depois de uns trinta minutos olhando os quatro selecionados, eu não havia dado muitas risadas. Creio ter movido discretamente uma aérea da musculatura na região da boca. Mas foi coceira, não conta. Dentre templates de mal gosto e quilos de vídeos do youtube, constatei que nenhuma sabia fazer humor se utilizando somente de palavras, mas todos sabiam por hyperlinks do youtube e fotos no blog. Então eu mudei meus critérios de avaliação e pedi para o meu primo (o gênio da política) de 4 anos para escolher um dos quatro.

E isso deve resolver o impasse nas outras categorias também. Serão essas pessoas que votarão também? Então estamos fodidos, porque aqui nem elogio pra santa rolou – uma quase constante nos blogs que eu visitei. Ah, e claro, o Psicodélica está perdendo. Não esperávamos mais, porém farei greve de fome e pedirei na Americanas.com um CD do Brunno e Marrone para um suicido doloroso.

Não sem antes falar mal de todo mundo, ora. Se não somos o melhor, podemos muito bem ser o mais imbecil.

UPDATE: Acabamos de notar que, votações abertas no dia 17 deste mês, já houveram cerca de 48 votos na minha categoria. Sabendo que o blog aqui teve nesse período nem sequer 20 visualizações, fico imaginando se as pessoas que votaram resolveram aderir ao estilo psicodélica de votar – que no caso é uma espécie de Dadaísmo para eleições em geral.

Longe de estar preocupado com o resultado da votação (queremos é que Leticia Daumec ganhe para podermos chama-la de gorda por aqui e exercer a nossa falta de esportismo humana) só ficamos curiosos se essa micro-amostragem de uma votação virtual mostra, de uma forma reduzida, como eleitor brasileiro – especificamente o paraense – se comporta em ambiente eleitoral.

É, afinal, o eleitor paraense, uma simples maquina de apertar botões, escolher números aleatórios ou um vendedor de votos, que ao pedido do primo candidato, vai naquela maquininha e sequer entende o que está de fato fazendo para sí e para sua comunidade? E estamos falando da classe média, aqueles que supostamente tem alguma consciência. Eu aqui, sentado no meu computador, imerso no meu niilismo pessoal, sou o pior exemplo da Terra, mas imagino se a maioria (esse conceito mágico)  é tal qual  eu: Aperta aleatoriamente esses mágicos condutos da democracia humana.

Mas se depender do amor que o blog tem pela prole paraense, a resposta já é obvia – e completamente tediosa.



Com cú-r, só.
outubro 10, 2008, 9:29 pm
Filed under: O Orkut me Envergonha, Review, Sarcasmo

Sabe, as vezes eu penso sobre o que é este blog. Eu sempre tentei imaginar ele como uma blog de um músico que gosta de falar de suas coisas musicais. De verdade eu tento fazer com que ele seja útil para alguem, que uma certa pessoa possa encontrar a recomendação do CD de sua vida aqui, ou qualquer coisa assim. Mas é inegável, cada vez que eu leio essa joça, o motivo, a fixação, é óbvia demais…

Esse blog nasceu pra esculhachar o Pará.

Seja por que eu odeio o Pará, seja por que o Pará é um dos círculos do inferno dantesco e faz por merecer, raramente existem posts que simplesmente não citem pelo menos uma faceta desagradável de se morar no Norte subdesenvolvido de um pais como o Brasil.

E eis que surfando o messenger, o colega Santa Brigida me fala de algo que simplesmente iria santificar essa cruzada bloguistica contra um estado inteiro, uma coroa de espinhos que beatificaria a missão sagrada de excomungar a corja Paraense de qualquer dignidade que tenham – eu incluso neste meio todo.

Senhoras e senhores, lhes apresento o MARAVILHOSO, o SENSACIONAL, o GENUINAMENTE PARAENSE:

CONCURSO DE MELHOR BLOG PARAENSE.

(Relâmpagos ao fundo)

Gente, juro que não fui eu que fez isso no paint não. Foi a coordenação do concurso que o fez. No Paint, obviamente. E apesar de termos adorado o padrão de cores café, achamos a cara do bonequinho que ilustra a categoria Cotidiano um tanto quanto misteriosa, mas certamente ideal para o proposito. Putz, acho essa expressão TUDO haver com cotidiano. Aliás, muito conveniente, por que essa carinha ai, é quase que exatamente a mesma que eu fiz quando eu vi que tinha que por todos esses selos aqui no blog.

É quase como se dissesse: “putaqueopariu…”

E, claro, eu vou super acreditar que as fatias em branco dentro das letra foram de propósito e que são super tendência. E não tem absolutamente nada haver com aquela ferramenta de preenchimento do Paint que nas mãos juvenis de crianças de 4º série causam um efeito similar.

Enfim, o que seria mais apropriado para um blog de ódio regional do que ter o título de “O Melhor Blog Paraense”? Minha pupilas dilatam só em vislumbrar a possibilidade. Imaginem, aquelas pobres bandas malhadas em meu pequeno blog, ao verem o trabalho de diversos fins de semana serem reduzidos ao pó, e logo ao lado, um selo (espero que tenha a qualidade dos selos do concurso): “Melhor Blog Paraense”. Surtei com a ironia.

Só o fato de eu poder falar besteira com um selo desses aqui no peito, me dá poderosas ereções. É a forma ideal de difamar o Pará. Ser o melhor entre eles, e ainda ser o pior. Depois disso, só me faltará dominar o mundo.

Portanto, lanço-me à candidatura, sem nada mais que um ideal contraditório e sem nenhuma esperança maior do que a que eu coloquei quando comprei um baixo para mim. E enquanto espero os resultados, me divirto com os outros selos da promoção. Observem:

Gente, não sei o que é mais babado: As cores super tendência dos selos ou a cara do mascote da promoção – quero muito chama-lo de “parazinho” ou algo subversivo assim – mas devo dizer: Os organizadores captaram mesmo a essência da ficção na expressão do Parazinho. Odio, amor, trama, desejo, A-V-E-N-T-U-R-A. Tudo que faz um de bom conto uma sensação.

E de antemão, nós já sugerimos aqui o selo do campeão, usando os altos recursos tecnológicos que diretoria do concurso usou em seus selos:

Now, Soldier On!



3 considerações…
novembro 30, 2007, 3:56 am
Filed under: O Orkut me Envergonha, Sarcasmo | Tags:

Clica aqui pra saber

1 – Que trabalho? Desenvolvedora de chapinhas (vide o jovem ao lado)?

2 – Ou cobaia para maquiagem extra-vermelha-que-pode-ser-vista-do-espaço (que não supera nem de longe a da jovem do outro lado)?

3 – Peloamordedeus, esses dois não tinham acabado? Daqui a pouco vão começar a lançar dvd de 1 ano de separação da dupla.

BONUS-TRACK: Grande Sandy, experimentando roupas das nossas malharias locais – Um ARRASO!