Psicodélica


Capítulo Encerrado
junho 13, 2013, 2:29 am
Filed under: Outros

Termina aqui o Psicodélica.

Foram muitos anos escrevendo. Alguns anos mais (muuuito mais) que outros. E, falando isso, me sinto tremendamente nostálgico. Só no servidor do WordPress, já são mais de 5 anos de blog – isso sem contar quando ele era hosteado no infame Weblogger, quando este era da Terra. Só lá, eu devia ter outros cinco anos de postagens, que se perderam, se foram. 10 anos de blog que criaram asas e voaram, de verdade…

Muita coisa aconteceu nesse tempo. Eu não sou mais a mesma pessoa que iniciou com textos humorísticos, sobre o próprio almoço, que esculhambava os shows alheios (velho mal costume) ou que vivia para tirar risada para o leitor. Agora, eu escrevo um monte de blábláblá intelectualista e sem graça. Se você me perguntar, acho que foi uma perda. Mas viver é perder. Perder é a necessidade do amadurecer, é como uma casca velha que, por mais confortável que seja, deve ser descartada para permitir que outra venha em seu lugar. Ficamos aterrorizados por que não sabemos o que tomará o lugar da boa e velha pele. Agouramos nosso futuro antes deste despontar num horizonte de possibilidades. Preferimos, muitas vezes, estagnar para não nos decepcionarmos. Estanca-se por medo de irremediavelmente romper algo aparentemente insubstituível. Mudar algo, já dizia Freud, é muito pior que permanecer neste algo – ainda que seja qualquer coisa tenebrosa.

Eu mudei e creio que seja hora de romper umas últimas ligações com minha antiga concha, para buscar algo… diferente. Eu não faço ideia do que e, bem, adivinhem: eu estou apavorado.

Este blog fez muito por mim e eu sempre terei um carinho imenso por essa pessoa que escrevia por cá e que sinto o espírito aqui ainda habitar, ao menos enquanto perdurar o servidor ou sua benevolência para com um blog que não tem mais conteúdo, somente uma lembrança que revolve no passado de si. Sei que eu voltarei muito aqui ainda, para reencontrar-me. Mas é alguém finalmente diferente, uma parte que foi suprimida e, justamente por tal, conservada. Talvez, agora, possamos conversar. Espero que ele goste com o que lhe acontecerá  no futuro, não quero lhe decepcionar. Tinha muitos sonhos, o pobre jovem. Talvez eu ainda possa lhe conceder um ou outro…

Não sei se terei outro blog. Talvez um dia, quando eu tiver algo de bom pra contar. Como se percebe, não tenho tido muitas destas coisa – as coisas boas, as coisas VERDADEIRAMENTE boas. Dizem-me vozes, presságios, que eles virão, a seu tempo e na sua própria forma. Não existem palavras dignas do fim, elas sempre traem a dignidade deste momento. Me vêem algo à mente, creio que devo deixar a cargo disto a frustração de ser a última coisa que público no meu antigo caderno virtual, antes de nos libertarmos mutuamente – ele em direção a dignidade da morte e eu… bem, eu também! Só que um pouco mais acolá, só um pouquinho mais…

Tempos melhores virão. Soldier On!

 

eu

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