Psicodélica


Vamos tentar de novo, Daniel?
outubro 11, 2010, 1:11 pm
Filed under: CD's

Ok, vou baixar os CD’s ao vivo do Pain of Salvation e o CD de 2010, o Road Salt One. Agora, o que tem de grandioso nisso? Bem, nada senão o fato de que estou sem ouvir ou saber nada da banda desde o lançamento do Scarsick que, para uma das melhores bands de Rock/Metal Progressivo que existem, foi um CD que só faltou um “feat. 50 cents” para ser o álbum mais medíocre de todos os tempos. E, com o tipo de alteração brusca que  só é possível ser feito com um objeto que se tem um grande apego, eu fiquei de malzinho com a banda desde então.

Mas com o espírito redentor que eu me levantei hoje, por que não tentar de novo? Talvez eles tenham flertado com alguma musa do Fusion ao invés de um Rap meia boca como foi o Scarsick. Quem sabe, quem sabe…

UPDATE

Afinal, Road Salt tem a sua própria beleza. Como diria um certo outro crítico que li a resenha, este CD tem uma tristeza sutil por toda sua extensão. Eu não poderia deixar de concordar. Aparentemente eles levaram a frente o projeto que, ao meu ver, é o pilar do Scarsick: Deixar para trás o Prog Metal que a banda vem fazendo desde o seu primeiro CD e começar algo novo, inclinado ao progressivo setentista sem nenhuma referência mais Heavy Metal, coisa que sobreviveu até meados do Be. A diferença, no entanto, entre o Road Salt One e seu antecessor é que SIMPLESMENTE o primeiro é uma palhaçada e o segundo é bom.

E quem discustir terá o anûs averiguado. Esta noite.

Mas tal passagem teve seus custos, já visíveis no Scarsick. A banda perdeu enormemente em seus arranjos, as magníficas construções melódicas e rítmicas que sempre me deixaram com agua na boca, especialmente no clássico The Perfect Element Part. 1, estão perdidas para sempre, aparentemente. Nenhuma faixa do Road Salt One sequer lembra tais coisas que sempre foram um dos grandes  trunfos do Pain of Salvation.

Em contrapartida, como que para compensar tamanha perda, os vocais de Daniel Gildenlöw estão sublimes neste CD. Diferentemente daqueeele CD lá, não existem momentos constrangedores aqui (nenhum Cribcaged para se desesperar de vergonha. Peloamordedeus, que música é aquela…) e, pelo contrario, grandes músicas como não se fazia desde o Remedy Lane, como a música Sisters, que segue a mesma formula de Undertow, mas nem por isso é menos incrível.

Portanto, OK daniel, você está desculpado. Grande merda, aliás.

Ah, e um post sobre a mudança do “visú” do galã ai será indispensável no futuro.

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