Psicodélica


Canárias Report
julho 26, 2010, 10:58 am
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Maiórca ficou para trás e com ela alguns bons amigos italianos que lá fiz. Quem diria que meus dois meses de italianos me seriam de fato úteis um dia. Talvez venham a me ser mais importante em um futuro próximo.

Estamos agora na costa da África, na ilhas Canárias, que, até o momento, são as ilhas mais feias que eu já vi na minha vida. Só não digo que também são fedorentas por que ainda não decidi se são as praias que exalam tal odor ou se é a imensa concentração de gringos que conseguem acumular tamanho fedor.

Inté.



Catalúnia News
julho 23, 2010, 2:45 pm
Filed under: Outros

A primeira coisa que ser percebe da Europa, depois de duas semanas revezadas em duas cidades – Cerdanyola e Rubi – é que, bem… a Europa é quente para carajo. A segunda é que a luz do dia, por aqui, dura cerca de seis horas a mais que em Belém. Isto, combinado com a primeira percepção, nos leva fatalmente à terceira coisa que aprendi sobre a Europa: ÉQUENTEPRACARALHOAQUI. O resto viria a ser meramente uma repetição da combinação trabalho com calor. Não sejamos redundantes, portanto.

Mas que é quente, é.

De qualquer forma, a turnê da Europa tem se mostrado completamente diferente daquela que fiz com o grupo em 2007 para o México. Lá (e isso eu só percebi agora) eu não tive contato com a cultura local, de fato. Compreendo agora que eu apenas passei pelo México, mas nunca estive lá. Não conseguia me comunicar com ninguém sequer em portunhol e nem queria. Estava bem como estava: calado, quieto, irritadiço.

Agora, a viagem na Europa tem sido terrivelmente diferente. Ficar alheio à cultura local é simplesmente impossível, já que fomos lançados nas mãos de famílias acolhedoras que, um pouco antes de chegarmos a Madri, vindos de Guarulhos, já vinham sendo alvos das nossas piores expectativas. Tolices, como logo vimos. Nunca vou esquecer a alegria de sentar em uma privada limpa de Dona Carme (Que é Carma em catalão) e eliminar do meu organismo quilos de comida chinesa de avião acumulada por dias, sendo aliviada. Intercambio cultural, hell yeah. Inevitável.

Acabamos de sair de uma balsa (que, pelos meus padrões, é um Iate) e estamos em Maiorca, onde mora um punhado de gente famosa (incluído a porra do Weber, aquele que fez os musicais Cats, Jesus Super Star, entre muitos outros – aparentemente o homem tem fama de neurótico por aqui), o rei da Espanha e onde tem a Catedral de Maiorca, uma catedral que fica às margens do mediterrâneo e onde tocaremos amanhã. Que raiva.



España (Sò escrevi assim por que tem uma tecla sò pro n acentuado)
julho 5, 2010, 7:51 pm
Filed under: Outros

Como era de se esperar, meus posts comecam a ter um gritante problema de acentuacao, dado a diferenca dos teclados da regiao.

Apos dois dias de viagens, eu nao podia agradecer mais pela ducha oferecida pela Sra. Carme, que estara me hsopedando nos proximos dias. Falarei sobre ela mais tarde.

A viagem durou dois dias e foi, no minimo, peculiar. Atrasos no voo de Belem para Sao Paulo e o cansativo voo de Sao Paulo para Madri numa linha aerea Chinesa. Oh, esses chineses, safados… como odiavam quando pediamos quatro ou cinco cervejas de uma so vez. Dormir foi possivel, apenas gracas ao entorpecimento por litros de alcool asiatico.

Chegamos sujos e maltrapilhos em Madri para entramos em um onibus para a regiao de Barcelona – mais especificamente a cidade de Rubia, vinte minutos de Barcelona. Agora comeremos algum frango e beberemos algum vinho. O vento tràs noticias de que iremos ao campo do Barcelona amanha de manha.

Pois, obvio, devem ter pensado os espanhois: ´Sao brasileiros, vao adoraaaaaaaar que levemos eles para ver um campo de futebol´. Bem, vamos fingir que isso è verdade, para honrar a hospitalidade recebida.



Ao mundos dos vivos retornamos
julho 3, 2010, 1:21 am
Filed under: Sarcasmo, Turist Guy

Aparentemente minha graduação teve um efeito devastador sobre o meu pequeno blog. A lista incessante de tarefas e problemas se estendeu até o ponto no qual eu sequer pegava no baixo por semanas. A equação insalubre do período – que era a de quilos de nicotina diária misturadas com um hiato sexual e criativo (é, na peeeedra, por que sequer ver minha namorada era possível)- me rendeu bem mais do que a falta de exercício musical diário. Mas estamos de volta com alguma novidade, vejamos:

Sou um psicólogo agora – ou pelo menos vou ter um pedaço de papel que atesta isso, como dezenas de outras pessoas da minha turma. Alguns irão se tornar psicólogos de fato, outros ficarão só com o papel mesmo. Onde eu me enquadro nisso é ainda um mistério. Trabalhar como psicólogo? O que isso seria, afinal de contas? Ter uma clínica? A maior parte das pessoas que sabem da minha graduação tem automaticamente perda do controle dos músculos da face, pois na tentativa de aparentar tamanha surpresa, eles simplesmente surtam. Ter Dreads não compensa muito neste ramo clinico.

Poderia ser funcionário público, mas, ao que parece, a única diferença da maior parte dos cargos de ensino médio para os cargos de ensino superior – para psicólogos, ao menos – é a prova de entrada, pois as funções nada diferem do eterno tomar café e cuidar da própria vida no horário de trabalho. Sinceramente, por mais que uma vida tranqüila e financeiramente sossegada pareça o ápice da vida da porra do homem médio no século XXI, eu aspiro um pouco mais que isso. Se ao menos servissem sorvete ao invés de café (ou os dois juntos!), talvez…

Pesquisador me parece a melhor saída. Não lido com gente (que diabo de psicólogo é esse que não gosta de pessoas?!) e me ocupo com das mais obscuras e intermináveis intelectualizações sobre os mais variados assuntos: Desde a violência simbólica contra a mulher até analises psicanalíticas do show da Hebe. E eu poderia manter minha juba intacta. Mas enfim, é uma decisão que eu estou postergando pois…

Eu estarei mais uma vez viajando com o Balé Folclórico da Amazônia. Bem a tempo de me formar. Mas ao invés dos tímidos quinze dias que ocorreram na viagem do México, está turnê levará dois meses através de varias cidades da Espanha e de Portugal. Nada pareceria melhor do ponto de vista do formando que vai tirar umas feriazinhas da dura rotina do TCC.

Mas tudo errado do ponto de vista do baixista que está no pior ponto técnico de todos os tempos.
Eu não diria que está tão ruim assim – afinal, não fui uma lesma do mar durante o TCC. Estudei o possível, melhorei o piano, mas ainda assim, não é desta forma que eu gostaria de chegar na Europa. Nem tudo está perdido, ainda assim.

Temos alguns bons arranjos para chorinho que preparamos na última viagem para Teresina, que ocorreu semana passada. Tico-Tico no Fubá foi rearranjado de forma a ter um dueto de flauta e baixo. Tecnicamente um pouco complicado, mas a sonoridade agradou-me e me proporciona alguma perspectiva para esta viagem – melhor que o México, pelo menos. Ainda existem os choros que eu talvez vá tocar na minha velha escaletinha mexicana. Mas isso ainda veremos, ainda veremos…

Pretendo atualizar o blog com as novidades do velho mundo. Ainda que seja uma parte pequena da Europa, eu não creio que seja uma viagem que um músico não ficaria um tanto quanto ansioso para fazer. Então, inté daqui a alguns dias, quando estarei nas terras daqueles que ainda não foram eliminados da copa.

Brasil, I’m am disappoint.