Psicodélica


Paulinha: Historias no Limite de Peso
março 10, 2009, 5:10 am
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Paulinha é uma menina engraçada. Canta comigo no coral da UNAMA, tem bochechas imensas  e quadris largos. Aliás muita coisa é larga ou imenso nela, mas ela não se importa muito com essas coisas, nem quando eu saliento essas nuances dela. Acho que é por isso que eu gosto dela. Não preciso ficar sendo sensível com os defeitos que ela possui – e, por sua vez, ela não tem muito escrupulos com os meus.

Mas a melhor parte da Paula é a sua incrível capacidade de se meter em merda. Sério, eu não sei como Paulinha, no auge dos seus vinte e poucos anos, com corpinho de 45, está viva e com todos os membros intactos e funcionais. Baseado nas pequenas fábulas que ela me conta sempre que estamos indo para a parada, essa garota deveria estar amarrada em algum sanatório longe da sociedade indefesa, devido a tantos traumas na sua vida infantil e adolescente.

Enfim, às historias:

Paula, quando muito mais jovem, tinha um pequeno guaximim, que ficava em alguma cidade do interior do estado, onde ela sempre ia para visita-lo. Aparentemente ela era completamente tarada pelo animal – que “esbugalhava os olhos” quando ela o apertava, segundo relato da própria Paula. Isso me fez pensar que quando a Paula me abraça, acontece um evento muito similar comigo, mas enfim, vamos aos fatos.

Neste sítio – eu suponho que seja um, pelo menos – haviam varias criações de galinhas, p0rcos e todos esses animais que as pessoas matam e comem. E haviam os pintinhos, esses borrões amarelos que seguem qualquer coisa que se mexa perto deles. A Paula também gostava deles, aparentemente.

Só que, por algum motivo, ela sempre confundia os patinhos com pintinhos. Coisas de criança.

O tio dela, irritado com os constantes homicídios cometidos pelo Guaximim contra os indefesos pintinhos – sim crianças, PASMEM e DESESPEREM-SE, guaximims aparentemente são predadores vorzes de criatuaras fofas e amarelas – acordou um belo dia e, diringindo-se DIRETAMENTE ao guaximim, ameaçou-lhe de morte caso o último pintinho da granja aparecesse morto.  Paulinha ouviu tudo, mas não se preocupou muito. Deve ter achado que o guaximim entendera bem a mensagem do tio e ficaria longe dos pintinhos.

Resolveu então brincar com os patinhos. Preparou uma grande bacia com água – pois é sabido que patos adoram água – e catou o único patinho que achou por perto. Resolveu dar-lhe um banho ou algo assim. Depois de algum tempo resolveu que era hora do patinho nadar na bacia d’água e largou dele. Por algum tempo ele bateu as pernas e fez alguns barulhos, que ela estava achando o máximo. Nada como patinhos nadando na lagoa. Ou na bácia, se necessario. Então o patinho começou a boiar. Tinha parado de debater as patas. Paula aprendeu uma coisa muito importante nesse dia, dizendo-me ela: A diferença entre patinhos e pintinhos.

Pintinhos não sabiam nadar.

O cadáver inerte, agora fazia pequenas elipses na água, graças aos contantes “cutuques” de Paula, que tentava desesperadamente constatar que o pequeno animal estava-a fazendo de besta, fingindo estar dormindo. Não era dificil, imagino, mas não era o caso. Ele estava tão morto quanto o responsável estaria, assim que o tio dela soubesse do que acontecera. Escondeu o cadáver e torceu para o tio esquecer da ausência da criatura até que outra galinha desse a luz a um novo pintinho.

Aparentemente não deu certo, pois a primeira coisa que o tio fez, ao chegar da rua, foi marchar na direção dela com fúria nos olhos e punhos cerrados. Havia passado pelo quintal antes de entrar e notara a ausencia do infante galinháceo. Paula se preparava para o pior mas o tio passou direto por ela. Se virou a tempo de ver o tio agarrando o guaximim, que descansava pela janela. Foi a última vez que Paula viu aqueles olhos se esbulgalhando – e aprimeira que viu eles o fazendo de forma tão expressiva e exagerada.

O que se seguiu foi provavelmente um dos melhores exemplos conhecidos do por que você não deve, repetidamente, arremeter contra uma parede um animal feito de carne e osso.

Na frente da Paula, o pequeno roedor foi repetidamente espancado e, provavelemnte pelo rabo, arremetido varias e varias vezes contra a parede até virar um remendo de mamífero. Não satisfeito, arrastou-o para fora, levou-o para o mato e fez algo mais com ele que a paulinha só saber dizer dos sons – e não eram exatamente bonitos. Depois, saiu do mato e falou pra Paula:

– Limpa aquela parede e enterra o lixo que tá atrás da moita.

E essa é a razão para não se arremeter objetos de carne contra a parede. Lavar sague de paredes e ficar cavocando terra, na minha opnião, deve ser um saco.

Paulinha então seguiu o rastro de sangue até o que restou do seu antes melhor amigo animal, enterrou-o, limpou a bagunça e ficou o dia todo sem saber o que fazer.

“P-S-I-C-O-S-E” escrito por todo o lugar, se vocês querem saber.

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3 Comentários so far
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HAHAAAHAHHAHAAHHA.

Gostei do tio da Pualinha. (y)

Comentário por Renata

muito bom cara!

Comentário por taciop

eu ri pencas, |fatão

Comentário por felipe lima (best da paula0




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