Psicodélica


Mais de “O Horror”
outubro 10, 2008, 7:51 pm
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Tudo tem me horrorizado esses tempos. Que seja o calor pós-apocalíptico que sinto em Belém, principalmente depois de cômodos 15 dias de agradáveis 23º de temperatura no México, ou os meus erros ortográficos que ficaram muito piores com a minha falta de pericia com os aleijados teclados mexicanos.

Mas eis me em Belém outra vez. Parece que o que passou foi só um sonho – ou pesadelo, depende do momento – uma ilusão vaga de um desejo que a gente tem. Mas já passou, e como minha mãe disse, “acorda, que tá pegando”. E quando eu acordo (suando, obviamente) o que eu encontro?

Dreads em Cd. Juarez

Dreads em Cd. Juarez

Gente, eu fiz uma criança chorar ontem com esses danadinhos. Tô super feliz. =~~

Fiz esse sonho de consumo aracnídeo uma semana antes da viagem, então podemos dizer que essas coisinhas tem estadas penduradas aqui na cachola por todo o tempo que fiquei no México. Minha mãe, que já surtava apenas pela visão de meu cavanhaque extravagante (ou seja: Torto), só pôde baixar a cabeça e dizer “Não fui eu que pari…”, enquanto eu pegava o avião e me exilava por um tempo, longe das tesouras maternas.

É uma relação de amor e ódio. Você acaba os adorando por que, pro bem ou para o mal, ele muda o teu visual de forma radical e acaba que no México, terra de gente que usa basicamente cinturões imensos e chapéus de cowboy e acham isso o máximo, eu era uma espécie de celebridade. Dava autografos como se fosse Bob Marley. Mas você os odeia quando chega a hora do banho, ou quando ele começa a procriar e criar milhões de pequenos filhotinhos – o tal do “frizz”.

Mas é inevitável confrontar a realidade: Belém não curte Dreads. A vida como um Dreadhead em Belém é algo muito similar a morar em uma estufa, usando um grande pom pom na cabeça. O calor é imenso
e minha nuca, que não pode ser mais asseada com tanta frquencia quanto antes, sofre com esse mini “efeito estufa capilar”.

Isso me leva a pensar o quanto Belém é completamente inadequada para se viver, principalmente no quesito “vestimentas”. Você não pode usar nenhum tipo de roupa melhor que uma calça jeans e uma camiseta. E não que eu vista Prada, ou seja antenado às tendências da moda, mas eu gostaria de poder vestir algo como uma camisa social sem beirar um ataque de sudorese de intensidade igual a um maremoto de uréia. Gostaria de usar calças sem me imaginar fedendo e suado no fim do dia.

E eis que agora eu luto para manter meus dreads limpos, meu corpo numa temperatura adequada e meu cheiro no limite do suportavel. Esses dois ultimos itens, inclusive, já vem de muito antes dos dreads. Como pode uma cidade, com um clima tão horrendo como Belém, ser populada? Me parece tão obvio que a massa humana suada e preguenta já estivesse a correr daqui, feito manada, para um clima mais ameno, como o do inferno por exemplo, que me parece de longe, mais agradavel que Belém.

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