Psicodélica


Avulsidades XIV
outubro 24, 2008, 9:44 pm
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Eis que, ao ir em uma loja de eletrônicos, meu pai pede à atendente gostosa por um Fone Bluetooth. A gostosa então começa a digitar no sistema de busca da loja para ver se havia o item requisitado:

B… L… O… U… T… U… hmm…. F…

Uma colega – não tão gostosa – corrigiu-a um pouco antes de eu furar meus olhos com uma caneta.

***

Leticia Daumec comentou aqui no blog. Não lembrei imediatamente do nome, mas lendo o comentário descobri que é a concorrente do concurso MELHOR BLOG PARAENSE (Relâmpagos). Veja bem, não temos muito o que falar, mas poderíamos SUBLINHAR algumas passagens interessantes do comentário. Vejamos:

“Aparentemente, a aprendiz de poeta anda comprando votos…(…)”

Oi, aprendiz. Tão falando mal de você. Sugerimos que fale do problema dermatológico que a Letícia tem em uma região que, por motivos legais, não podemos citar*. Sinceramente, essa falta de sensibilidade esportiva da maioria dos paraenses me enoja. Fikdica.

*Sugestão de resposta pra poetinha:

Lê, Lê, lê

lê, e só faz cumé

lê, lê, lê

Só lê, e num sabi iscrever

Lê, Lê, Lê

Só sabe cumê, e fingir escrever

Ai depois você coloca uma estrofe inteira de auto-piedade e o quanto você odeia não ter transando ainda. E ser for possível, corte os pulsos logo em seguida – ou as mãos pelo menos. Isso já pouparia-nos do seu blog.

“(…)Acho que o “gorda” só pode ser uma manifestação artística do seu espírito-de-porco-mau-perdedor que existe dentro de todos nós, porque eu estou muito bem com o meu peso (mentira. mas eu tinha que me defender)(…)”

Não sabia se você era gorda por que não “liberasses pra nóis“, mas eu tinha certeza que se eu deixasse uma isca apetitosa como essa, não tardaria para uma gordinha escondida por meio quilo de panos do shopping morderia com tanto afinco. Não podemos fazer nada a respeito, a não ser esperar uma foto sua em boa resolução trajando algum modelito (algo como “nada”) que permirta a nossa equipe de nutricionistas avaliar sua massa corpórea e lhe sugerir uma dieta.

“(…)Talvez se tu tivesses falado bem da santa (como eu), tivesses conseguido mais votos… Esse negócio de “exaltar o que é nosso” geralmente funciona…(…)”

Apesar de ter achado maravilhosa a sua idéia de usar um símbolo religioso da população para conseguir alguns votos (e se tornar a melhor blogueira do pará com isso) existe um problema nessa idéia: De todos aqueles votos na nossa categoria, você realmente acredita que alguem leu uma unica palavra? Não sei seus tios e tias, mas com certeza seus amigos que não leram.

Aliás, olhando agora, nem sabia que a votação tinha terminado. E aos vencedores, como prometido, entregamos o premio pela conquista do MAIOR PRÊMIO NA HISTORIA DA BLOGOSFERA PARAENSE, o maravilhoso:

…selo do campeão (note como o bonequinho já era meio rechonchudo. Sinais do destino).

UPDATE:

“Acabei de descobrir que talvez haja uma nova votação, e quero deixar claro que eu estava drogada quando escrevi o comentário acima.”

Adoro junkies, mas não adianta tentar agradar: Você ainda é fofinha </eufemismo>

***

Minha profunda amiga Thássia, que teve o desprazer de conviver comigo durante aquele horrendo período da adolescência (nem sei se acabou ainda, pra ser sincero), me mostrou um papiro no qual metade da turma do primeiro ano respondia à perguntas de caracter terrivelmente relevantes – para pessoas de 16 anos.

É um legado de como a minha “alta baixa-estima” se desenvolveu e também um atestado de como eu de fato merecia ter sido abortado pela minha mãe a muito tempo. Vejamos as mais relevantes:

1 – Qual seu nome completo? (Duh)

JRLC (Yeah, vocês não sabem)

3 – Qual a sua musica preferida?

Qualquer uma do Linkin Park (Especialmente “With You”)

Isso já seria o bastante para metade das pessoas que eu conheço ter enfiado uma agulha de crouchet no ventre de minha mãe quando eu tinha oito meses, mas é verdade, eu era um fã da boy band do new metal. E, sim, eu neste instante estou ouvindo With You. Pat Metheny me desprezaria tal Kenny G…? =~

Mas creio ainda estar melhor do que aqueles que responderam:

“Underneath Your Clothes!!!!!!!!!”

4 – Qual sua comida favorita?

Frango, arroz e farofa!

Wtf…!?

7 – Você tem namorado(a)?

Não, “I Still Haven’t Found, What I’m Looking For”

Eu acho que meu cérebro está sangrando… será que é por que estou tentando arranca-lo da minha caixa craniana, de tanta vergonha?

8 – Você é virgem? Perdeu como e com quem?

Depende…

SIM, eu era, e SIM, eu estava com vergonha de falar. LOSER! Sabe, eu era tolo e imaturo naquela época. Não sabia mentir, como as meninas de 16 anos que, apesar de sabidamente transarem com metade do quadro discente E docente do colégio, tinham o sangue-frio de escrever:

Sim, só perderei com 21

Fico me pergunta se ela queria dizer “com 21 anos” ou “com 21 caras”. Sabe como é, hímen resistente…

14 – Com quantos garotos(as) você já ficou?

Não conto!

Mas eu sim: NENHUM. LOSER!

17 – E qual é a pessoa que você tem mais raiva?

De Min

Finalmente uma resposta sensata.

22 – Com quem você queria ficar e não conseguiu?

Farol

Ah, uma das doces peculiaridades da vida, quando estamos no amanhecer de nossas sexualidade: As primeiras paixões. E essa tinha esse apelido por que ela não tinha olhos, mas dois faróis, que reluziam um azul, equiparavel apenas àquele dos céus, que parecia brilhar para mim e levava o meu navio a um porto seguro…

… ou para o meio dos recifes, como eu constatei depois. A garota meio que riu da minha cara ao convida-la pra ver um filme. Tarde demais para aquele pobre garoto, que já tinha escrito sua primeira letra e uma das suas primeiras composições no violão, ambas para ela. Não consigo rir da coisa toda. É uma dessas cicatrizes que nunca cicatrizam de fato.

Mas posso rir do destino final da menina que, desde a última vez que vi, trabalhava na Pizza Hut, seus olhos haviam perdido todo aquele brilho feroz d’outrora, eram agora dirigidos por uma vontade de sobreviver, de não passar fome. Eram os olhos de um robô. Seus cabelos, mais oleosos que os meus dreads, fedendo a pepperoni, presos numa toca higiênica, nem sequer lembravam do que antes me parecia um dourado digno dos salões de El Dorado.

Era somente um triste farol abandonado numa costa a muito abandonada pela maioria dos navios.

23 – De que pessoa (namorado(a)) você mais gostou de ficar?

LOSER!

26 – Aonde quer que seja sua primeira vez?

Qualquer lugar

Não só me entrego completamente, como também demonstro meu total desespero frente à minha virgindade. Céus, eu ainda não sei como é que eu não estuprei algum cachorro na rua naquele tempo!

45 – Você colocaria seus pais num asilo? Por que?

Não, não gasto grana com merda.

Ok, tenho que admitir que eu estou me cagando de rir dessa resposta – mas apesar de já denotar o meu desvio de caráter, isso só mostra uma tendencia muito engraçada minha naquela época: Eu era O revoltado, rebelde como as letras do Linkin Park. Urgh…

… can’t give up… now… got… to… resist…

***

Se eu continuar, estarei forçando o 5º aneurisma da semana. Por hoje, ficamos por aqui…

… por que ainda tem o caderno da 8º série. Se o do primeiro ano já é patético… imaginem…

(O autor cai, inconsciente, vitima de um aneurisma fulminante)



XVII
outubro 19, 2008, 3:17 am
Filed under: O Orkut me Envergonha, Review

Fazer uma música para apenas um instrumento é algo para poucos. Descubro isso na minha atual luta para completar uma antiga música para contrabaixo, baseada principalmente em harmônicos naturais. Achar temas, harmonias e motivos que sejam interessantes – e ainda mais executar essa enxurrada de informação – é de tamanha complexidade que já me vi preso ao inicio da música diversas vezes, fiz e refiz diversos trechos e tenho em mãos um amontoados de partes que aos meus ouvidos parecem ter haver um com o outro apenas o sistema harmônico.

Nesse momento que entendemos a genialidade dos grandes compositores e instrumentistas, que do emaranhado que é a criatividade humana, conseguem organizar e ordenar idéias de beleza e força, que podemos dizer imortais, pois assim são as idéias, que ao contrario dos criadores, atravessam os séculos e não perdem a força. Um testemunho da invariabilidade humana.

Queria eu fazer um Portrait of Tracy, mas faço no máximo uma balada do engenheiros do havaí. Que falta? Estudo, dedicação ou talento nato? Seriam aqueles que levam suas músicas ao extremo de conseguir penetrar na barreira do egocentrismo humano todos talentos natos, portadores de dádivas do berço? Será que sou uma espécie de aleijado musical? Um falso talento nunca descoberto?

Sobre isso, apenas o tempo dará uma resposta completa, e suspeito que somente o esforço é a chave para eu não me decepcionar com a resposta.

***

E eu me espanto com o tal do concurso. A votação parece ser aberta – qualquer um que entre na comunidade pode votar. Antes de chamar uns quinze primos e outros trinta amigos, descobri que parece que eu preciso votar nas outras categorias, ou algo assim, senão meu pênis vai curvar e ficar com formato de cedilha.

Tentei a categoria “humor” e me dei conta, que mesmo depois de uns trinta minutos olhando os quatro selecionados, eu não havia dado muitas risadas. Creio ter movido discretamente uma aérea da musculatura na região da boca. Mas foi coceira, não conta. Dentre templates de mal gosto e quilos de vídeos do youtube, constatei que nenhuma sabia fazer humor se utilizando somente de palavras, mas todos sabiam por hyperlinks do youtube e fotos no blog. Então eu mudei meus critérios de avaliação e pedi para o meu primo (o gênio da política) de 4 anos para escolher um dos quatro.

E isso deve resolver o impasse nas outras categorias também. Serão essas pessoas que votarão também? Então estamos fodidos, porque aqui nem elogio pra santa rolou – uma quase constante nos blogs que eu visitei. Ah, e claro, o Psicodélica está perdendo. Não esperávamos mais, porém farei greve de fome e pedirei na Americanas.com um CD do Brunno e Marrone para um suicido doloroso.

Não sem antes falar mal de todo mundo, ora. Se não somos o melhor, podemos muito bem ser o mais imbecil.

UPDATE: Acabamos de notar que, votações abertas no dia 17 deste mês, já houveram cerca de 48 votos na minha categoria. Sabendo que o blog aqui teve nesse período nem sequer 20 visualizações, fico imaginando se as pessoas que votaram resolveram aderir ao estilo psicodélica de votar – que no caso é uma espécie de Dadaísmo para eleições em geral.

Longe de estar preocupado com o resultado da votação (queremos é que Leticia Daumec ganhe para podermos chama-la de gorda por aqui e exercer a nossa falta de esportismo humana) só ficamos curiosos se essa micro-amostragem de uma votação virtual mostra, de uma forma reduzida, como eleitor brasileiro – especificamente o paraense – se comporta em ambiente eleitoral.

É, afinal, o eleitor paraense, uma simples maquina de apertar botões, escolher números aleatórios ou um vendedor de votos, que ao pedido do primo candidato, vai naquela maquininha e sequer entende o que está de fato fazendo para sí e para sua comunidade? E estamos falando da classe média, aqueles que supostamente tem alguma consciência. Eu aqui, sentado no meu computador, imerso no meu niilismo pessoal, sou o pior exemplo da Terra, mas imagino se a maioria (esse conceito mágico)  é tal qual  eu: Aperta aleatoriamente esses mágicos condutos da democracia humana.

Mas se depender do amor que o blog tem pela prole paraense, a resposta já é obvia – e completamente tediosa.



E o Concurso Vai Rôla-ndo
outubro 15, 2008, 5:40 pm
Filed under: Outros, Sarcasmo

Gente, eu sei que atualmente parece que eu só ando falando desse super concurso dos blogs paraenses (relâmpagos ao fundo), mas veja bem… Ele me dá gás para escrever neste blog, de tal forma que ele até parece aquele imaturo blog, que começou a uns 5 anos lá no weblogger (que sequer existe mais e levou para o limbo uns três anos de Psicodélica junto com ele), criado por um jovem que havia acabado de conhecer mochileiros da galáxia.

Nossa, e que época boa que era – as vezes tinham até cinco comentários em um só post! Um índice impensável devido ao marasmo que assola o blog hoje em dia. E lembro muito que todos as cinco pessoas que comentavam- e essa é a parte boa – eram devidamente insultadas no blog.

Eu sempre fui um cara anti-social, confesso. Fiz por mercer as marcas de comentários atuais do blog.

E hoje em dia, acordado como uma múmia acorda depois de uma longa hibernação, me lanço a rogar outra vez as maldições de outrora, e agora estou com a perspectiva de esperar quatro leitores-jurados aparecerem por aqui e se depararem com alguns textos ofendendo-os. Delicioso, como era antigamente. Mas não basta. O meu espírito medíocre demanda mais (o que é no mínimo paradoxal).

E aparentemente eu acabei de descobrir que eu concorro com outros três blogs. Não devia ter descoberto, mas descobri. Esbarrei.

E dos três, um sabe escrever, outro esqueceu que existe uma categoria para poesias (se é que aquilo lá é poesia) e a outra tem o sobrenome mais propenso para trocadilhos infames que eu já vi em minha vida inteira.

Não sei ainda se faço uma resenha pra cada ou uma condensação, um “The Best of” com as melhores partes, ou se vou beber na praça e esqueço esse blog por um mês. Sinceramente, é uma escolha difícil.

Por hora eu distraio o diabo em minha cabeça criando um pequeno prelúdio musical para contra-baixo. Mas até onde eu aguento isso, hã?



Bill Dan
outubro 14, 2008, 5:11 pm
Filed under: Outros

Dificilmente eu coloco vídeos aqui, mas isso é simplesmente tão fenomenal, quanto é impossível de ser verdade. Como pode um equilíbrio tão delicado não ser afetado pelo intenso vento que bate numa linha costeira como essa (e que causa muito ruido na câmera)?

E, por mais incrível que pareça, eu não achei ninguém na internet inteira que fale que isso seja fake.



Eleições 2008 (Ambas as eleições)
outubro 13, 2008, 2:15 pm
Filed under: Uncategorized

Ontem, caminhando levemente pelas ruas do condomínio dos meus pais com meu pequeno primo (deve ter uns 8 anos), após uma tarde de muita cerveja e comida – claro, tudo homenagem à santa – discutimos um pouco sobre ciência política. E, ao ser questionado sobre que caminhos irá levar o patético segundo turno paraense, disputado pelo candidatos Priante e Dulciomar (sic), a pequena criatura me responde:

– Ora, simples! Ou ganha Priante ou ganha Dulciomar.

Um gênio da matemática política, sem duvida. E não posso deixar de comentar que Karla Nazareth passou por aqui. Who the fuck é Karla Nazateth, não sabia ainda, até olhar de novo a comuna do super concurso do MELHOR BROGUI PARAENSE (relâmpagos). É a tal organizadora.

Isso, a dos selos.

Ainda não sabemos se ela só leu o primeiro post que encontrou e passou para o próximo da lista de inscritos ou se resolveu ignorar aquele outro post lá. fuçando na comunidade, achamos indicios da verdade:

“Porque existe gente que não é do Pará, que não tem o menor interesse de promover a comunidade e o projeto blogueiros paraenses que pode se aproveitar do espaço e do concurso apenas para promover o blog. E a intenção não é a de promover o blog de qualquer pessoa do mundo, mas sim, o blog dos paraenses que desejam mostrar que existe muito coisa boa sendo produzida no Pará, sobre o Pará, por paraenses e etc.”

Ops… ai de min se a Karla larga o pirulito e lê “nóis” direito.



Festa da Fé
outubro 12, 2008, 1:59 pm
Filed under: Outros, Sarcasmo

É Círio. Todos festejam a “força da fé” e louvam os testemunhos de ardor religioso que permeam a festa da padroeira do Pará. Não entremos em detalhes quanto aqueles incidentes que me fazem duvidar da santidade da coisa toda, mas façamos hoje apenas uma reflexão, um aviso ao bom-senso quanto a algo que, como tudo que é criado e existe apenas na mente humana, tem duas caras, e assim como cura, queima e destroi. Eis o que também é Fé, e não esqueçamos desses exemplos, que são alguns entre muitos:

Mais de 1000 anos de opressão cristã na Europa e dois séculos de cruzadas contra o povo da região de Jerusalém.

Os Pogrom’s Russos, no inicio do século XX

O Ataque aos Sikhs em 78 (Shaheedi)

A Boa e Velha Contenda entre Mulçumanos e Judeus no Oriente Médio

A Contenda entre Mulçumanos e Hindus, no chamado “Genocidio de Gujarat”

Aliás, de Gujarat existe alguns relatos (Retirados daqui) que eu faço questão de – porcamente, mas o mais fiél possivel – traduzir:

“Dezoito pessoas da minha familia morreram. Todas as mulheres morreram. Meu irmão, meus três filhos, uma filha, a mãe de minha esposa, todos morreram. Meus filhos tinham dez, oito e seis anos. Minha filha tinha doze anos. Os corpos foram empilhados. Eu identifiquei-os pelas roupas que vestiam. Primeiro eles os retalharam e queimaram. Outras garotas foram estupradas, retalhadas e queimadas. Não antes de roubarem todas as suas joias. Eu observei tudo da parte de cima das escadas. Eu vi com meus próprios olhos e eu teria morrido tambem se eu tivesse saido. Quatro ou cinco garotas foram tratadas dessa forma. Duas mulheres casadas foram estupradas e multiladas. De algumas foram cortadas a mão, outras o pescoço.”

Ou esta outra citação:

“Minha madrasta dissera-lhes para levar todo o dinehiro que ela tivesse mas que poupassem a criança [O seu neto de 4 anos que estava com ela no momento]. Eles levaram todas as joias e dinheiro e queimaram a criança com gasolina.”

Feliz Círio a todos – o que não vai acontecer pra todo mundo, obviamente. E nunca esqueçam.



Com cú-r, só.
outubro 10, 2008, 9:29 pm
Filed under: O Orkut me Envergonha, Review, Sarcasmo

Sabe, as vezes eu penso sobre o que é este blog. Eu sempre tentei imaginar ele como uma blog de um músico que gosta de falar de suas coisas musicais. De verdade eu tento fazer com que ele seja útil para alguem, que uma certa pessoa possa encontrar a recomendação do CD de sua vida aqui, ou qualquer coisa assim. Mas é inegável, cada vez que eu leio essa joça, o motivo, a fixação, é óbvia demais…

Esse blog nasceu pra esculhachar o Pará.

Seja por que eu odeio o Pará, seja por que o Pará é um dos círculos do inferno dantesco e faz por merecer, raramente existem posts que simplesmente não citem pelo menos uma faceta desagradável de se morar no Norte subdesenvolvido de um pais como o Brasil.

E eis que surfando o messenger, o colega Santa Brigida me fala de algo que simplesmente iria santificar essa cruzada bloguistica contra um estado inteiro, uma coroa de espinhos que beatificaria a missão sagrada de excomungar a corja Paraense de qualquer dignidade que tenham – eu incluso neste meio todo.

Senhoras e senhores, lhes apresento o MARAVILHOSO, o SENSACIONAL, o GENUINAMENTE PARAENSE:

CONCURSO DE MELHOR BLOG PARAENSE.

(Relâmpagos ao fundo)

Gente, juro que não fui eu que fez isso no paint não. Foi a coordenação do concurso que o fez. No Paint, obviamente. E apesar de termos adorado o padrão de cores café, achamos a cara do bonequinho que ilustra a categoria Cotidiano um tanto quanto misteriosa, mas certamente ideal para o proposito. Putz, acho essa expressão TUDO haver com cotidiano. Aliás, muito conveniente, por que essa carinha ai, é quase que exatamente a mesma que eu fiz quando eu vi que tinha que por todos esses selos aqui no blog.

É quase como se dissesse: “putaqueopariu…”

E, claro, eu vou super acreditar que as fatias em branco dentro das letra foram de propósito e que são super tendência. E não tem absolutamente nada haver com aquela ferramenta de preenchimento do Paint que nas mãos juvenis de crianças de 4º série causam um efeito similar.

Enfim, o que seria mais apropriado para um blog de ódio regional do que ter o título de “O Melhor Blog Paraense”? Minha pupilas dilatam só em vislumbrar a possibilidade. Imaginem, aquelas pobres bandas malhadas em meu pequeno blog, ao verem o trabalho de diversos fins de semana serem reduzidos ao pó, e logo ao lado, um selo (espero que tenha a qualidade dos selos do concurso): “Melhor Blog Paraense”. Surtei com a ironia.

Só o fato de eu poder falar besteira com um selo desses aqui no peito, me dá poderosas ereções. É a forma ideal de difamar o Pará. Ser o melhor entre eles, e ainda ser o pior. Depois disso, só me faltará dominar o mundo.

Portanto, lanço-me à candidatura, sem nada mais que um ideal contraditório e sem nenhuma esperança maior do que a que eu coloquei quando comprei um baixo para mim. E enquanto espero os resultados, me divirto com os outros selos da promoção. Observem:

Gente, não sei o que é mais babado: As cores super tendência dos selos ou a cara do mascote da promoção – quero muito chama-lo de “parazinho” ou algo subversivo assim – mas devo dizer: Os organizadores captaram mesmo a essência da ficção na expressão do Parazinho. Odio, amor, trama, desejo, A-V-E-N-T-U-R-A. Tudo que faz um de bom conto uma sensação.

E de antemão, nós já sugerimos aqui o selo do campeão, usando os altos recursos tecnológicos que diretoria do concurso usou em seus selos:

Now, Soldier On!