Psicodélica


México e Avulsidades
julho 21, 2008, 5:12 pm
Filed under: Outros, Sarcasmo, Turist Guy

Tal qual assoprado em textos posteriores, irei pro México com o badalado (ou ‘baleado”) Balé Folclórico da Amazônia. Tirando as pesquisas a respeito das bebidas locais, que resultaram apenas em fulgurantes letras escarlates que diziam “Tequila”, eu não sei nada a respeito da pátria da serpente e da águia. Isso se remediará com o tempo – o contrario não irá mudar muito o curso dos surtos alcoólicos de Tequila (em letras FULGURANTES, lembre-se).

Mas o fato mais bizarro dessa viagem talvez seja sua causa principal, que não exclui as secundárias, mas tem em si suas origens: Eu vou pro exterior através dessas 4 cordas – adicionadas as vezes de outras 2 coadjuvastes, as vezes trocada por outras 6 que aprecio muito também – que tanto estragam a vida que minha mãe queria que eu tivesse.

É um contra senso para a maioria das pessoas. tanta gente que trabalha feito animais de carga (e são de fato, animais) para sustentar a familia com seus empregos dignos e jamais pisaram, ou pisarão, nesses territórios cuja lingua, que geralmente ter denominador comum à nossa própria, soa tão alienígena ao contato da percepção. Por que então um V-A-G-A-B-U-N-D-O como este </ Mama mode> pode faze-lo, para fazer algo que gosta e ainda receber por isso (sim, vou receber. pasme!).

Mas há mais para se ver que o não tão astuto olhar da pessoa acima consegue divisar. Pois não foram sentidas na pele própria as horas tocando no calor da tarde belenense, os dedos esfolados pelas cordas do baixo (as mais cruéis de todas da familia dos temperados), as horas gastas com aqueles malditos simbolos “A#m7(-b5)”, decifrando-os, estabelecendo suas relações, desde as harmônicas e verticais, até as melódicas que deslizam pela anterior e vice-versa.

O que quero dizer com esse parágrafo é que um músico sofre o tanto quanto você, seu protótipo de engenheiro/advogado/médico/prostituta/empregado do pai. Não me façam essa cara de descrença e repudio quando eu conto para vocês.

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Bom, depois desse parágrafo direcionado para essas vozes que habitam a minha cabeça – construíram uma maldita invasão no meu cérebro. A ordem de reiteração de posse será uma daquelas cirurgias próprias para tirar aquele tecido mutogênico da massa cinzenta. Colegas, não se incomodem com o desabafo.

Agora vamos a assuntos que, desmerecidos pela ordem dada a esse texto, foram postos para depois quando, ao contrario, deveriam estar em destaque no texto, talvez mesmo com aquela letra fulgurante e escarlate já comentada. Portanto, graças a Hélioto dos Teclados que nos deu a dica, conheçam Antonio Snake, produtor pornô de Bel City (GTA6):

E para os curiosos: Por que Antonio tem esse sobrenome descolado e genial? Por que gosta de White Snake. Arrê! Genial! Vou mudar meu nome pra Zé Buceta agora mesmo, Zeba da Cachaça. leiam a entrevista toda da B*Scene com ele aqui nesse texto azulzinho.

E longe eu de falar mal de Snake, autor de Cotijuba Extremamente Anal, O retorno Vol. 6. O cara, em quinze minutos de leitura de sua entrevista, se transformou num desses heróis pessoais, uma espécie de talismã a se levar no chaveiro.

Basicamente o criador da indústria pornográfica regional, Snake já passou pelas situações mais deliciosas, como extorsões, prisões, e até mesmo ser flagrado por banhistas enquanto rodava uma cena de ação anal numa dessas praias paraenses.

Diversões a parte, muito me chamou um certo trecho que ele comenta que, numa onda meio Metálica way of living, gravou no presidio de barcarena (ou algo assim). Tipo, me acabo de rir imaginando a cena toda. Snake – já sendo a figura retratada na imagem acima, sendo só isso capaz de me fazer cagar de tanto rir – chega de óculos escuros as portas da prisão, com “suas meninas”  a segui-lo, vestidas como se em Salinas estivessem.

Leiam a maldita entrevista e se peidem de rir.

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Mais Piauí
julho 3, 2008, 7:04 pm
Filed under: Clave de Fá, Turist Guy

Acabei de achar um videozinho malandro de um trecho de nossa apresentação no mato… digo, Piauí – justamente o trecho que eu mais gosto, veja bem. Nesse trecho da Suite Regional, os bailarinos rebolam, rebolam e juram que estão imitando uma canoa. uma canoa rebolante, se for o caso. Confiram:

E a canoa vai rebolando…

Quem descobrir o que, nesse remendo de audio, devia ser o solo de baixo, ganha um pirulito.



Folclore, Mato e Cachaça
julho 1, 2008, 1:15 pm
Filed under: Clave de Fá, Review

Cachaça

Enquanto você, camarada, filho da abastada (e em processo de extinção) classe média brasileira está arrumando as malas para suas viagens com destinos a lugares frios onde as pessoas possuem mais consoantes que vogais em seus nomes, eu estive os últimos dias desbravando o Piauí no lombo de jumentos, que era movido a Mangueira, o Whisky brasileiro, manufaturado por duendes piauienses.

A desculpa que tinha para lá estar, era o Festival Folclórico Nacional de Folguedos do Piauí, que havia reunido grupos folclóricos de vários cantos do brasil, incluindo o meu. Portanto, com passagem paga, estadia garantida e alimentação fornecida, rumamos para o Piauí.

E poderia dizer algum poeta esquecido, que pela falta de talento ou de compreensão do público foi deixado a versar sozinho, em uma pequena casa à beira da estrada, que se achamos a vida injusta, é só por falta de mobilidade de pescoço, pois não conseguimos olhar para o lado daquele mais azarado e se alegrar com a própria sorte. O que quero dizer com isso é que simplesmente, dos cinco grupos paraenses que tomaram rumo à Folguedos, três foram assaltados, não sendo poupado nem figurino nem instrumento musical.

Ficamos num alojamento de padres, na extremidade da cidade de Teresina. Ficavamos lá a maior parte do dia e rumavos para Folguedos no fim do dia, para apresentações e conseqüente Forró, que por sinal é o Brega piauíense, a praga das rádios de lá.

Não há muito o que dizer da viagem. Foi divertido e instrutivo. E foi um preview do que virá em setembro pois estaremos indo para o México, terra do emigrantes e da tequila a 5 dolares. Estou com uma preguiça danada de escrever hoje, então ficamos por isso mesmo hoje.

=*