Psicodélica


A Internet Só Me Dá Orgulho

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Logo abaixo de “Como fazer uma maquiagem psicodélica” está um dos termos mais bizzarros já usados num motor de busca para chegar ao meu blog:

BJORK TITS!

Nada contra a obceção tipicamente brasileira por fotos de celebridades nuas, mas me pertuba muito que esse tipo de coisa venha desenbocar aqui. Seriam todos os meus leitores pequenos sociopatas que passam 10 horas diárias na busca incessante de pornografia na internet e sem querer acabam caindo aqui?

E QUEDIABOS o cara estava pensando achar? Uma playboy da Islandia com a Björk?! Me poupe.

Na duvida, os tags me confirmarão…



Ampliação de Mercado
janeiro 23, 2008, 3:21 pm
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Sauron, o Empreendedor

Sauron, vulgo Senhor dos Anéis, aquele Morgoth wannabe, resolveu ampliar horizontes e desenvolver estratégias de dominação global mais atuais e que não envolvem exercitos massacrando os povos livres.

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Sauron agora investe na emergente indústria da água de coco química. E Keith Jarret está muito puto com isso. Sauron não comentou a irritação do pianista. Ou sobre a esdrúxula mistura “agua de coco + tangerina” do produto que leva seu olho como ilustração principal.



Youtube Youth
janeiro 23, 2008, 2:57 pm
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Não que eu esteja senil. Minhas juntas estão muito bem (obrigado) e minhas costas não estão encurvadas alem da minha habitual postura anti-ortopédica. Minha visão não deteriorou ao ponto de eu pegar o ônibus errado pra casa e meu cérebro resiste ainda – as duras custas.

Mas, ainda assim, eu não consigo evitar de dizer: A rapaziada de hoje tem uma sorte que eu não tive. Sim, eu não estou velho, mas de uma certa forma uma fase da minha vida na qual eu podia ter sido amplamente ajudado pelas recentes inovações, passou. E restam as sequelas. Que inovações, pergutam os leitores? Pois digo-lhes: Youtube!, como sugere o titulo, é do que falo neste post.

Na minha época de juventude, vigorosa como uma erva daninha, eu tentei desenhar mangá, que é aquele exagerado estilo japonês no qual os olhos são duas petecas esbugalhadas no rosto de um cidadão sem lábios. E, acreditem, eu comprava TUDO quanto era metódo de banca, macumba de feira, reza braba de igreja, QUALQUER COISA que pudesse trazer um minimo de esperança na melhora das minha habilidades no papel.

Até comprei aquele INFAME utilitário muito vendido para iludidos meninos da 4º série no qual você passava um apetrecho futuristico (feito de plástico vagabundo) por cima de um desenho pré-feito, e o mecanismo INDECIFRÁVEL da maquina fazia uma cópia exata do bagulho num papel adjacente.

Ou seja, eu era bem desesperado para desenhar de qualquer jeito.

E eu, de certa forma, acabei aprendendo. Na marra, de fato, mas aprendi a desenhar um rosto, um pouco de corpo, uma espadinha, etc… Aquelas malditas revistas de “Faça-o em 5 passos” não ofereciam acalento nenhum para a minha sede de instrução. É complicado resolver duvidas com um pedaço de papel que repete a mesma coisa pra sempre.

E assim fui crescendo, uma geração que não entendia o poder dos e-mails e que baixava videos a 1 kb/s por segundo.

E, hoje, levado por um leve guinar dos meus olhos, vi na pagina inicial do youtube um “How to Drawn an Face: Lesson 5”. Intrigado (e levado por uma leve nostálgia) assisti ao video, que levou meros 3 minutos pra carregar. Enquanto o cara ia pacientemente explicando como fazer um rosto eu ia seguindo calmamente as instruções, atendendo às proporções e medidas mostradas.

Claro, eu já sabia o que ignorar, o que não ignorar, como fazer um olho assim ou assado, mas eu me guiei pelo video e o resultado foi bem satisfatório:

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Ou seja, enquanto eu me matava, os cabrones de hoje podem simplesmente assistir um video “how-to-do-it” e ainda tem um link direto com o “professor”. E isso não vale só para desenhos mas tudo quanto é coisa. De música até algum dança tcheca underground você deve achar no youtube. É a era da difusão da informação, não existe como NÃO aprender algo esses dias. A informação está toda ai, para quem tiver a disposição de aprende-la.



Montanhas Sobre o Mar
janeiro 19, 2008, 8:37 pm
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Keith Jarret

E Keith Jarret, notório pianista de jazz e homen terrivelmente rico, levantou 5 montes de terra, que flutuavam acima do Oceano Índico. Eram imensos e disformes, cada um pairando mais alto que o outro, como que formando niveis. No topo de cada mostro de terra, havia grama, árvores e até mesmo casas. Na formação rochosa mais alta, Jarret tocava infinitamente com seu trio de jazz, intocavel.

Eu havia visto como eles levantaram as montanhas – apesar de não estar muito certo sobre isso agora – e conversei com Jarret sobre o por que dele estar fazendo isso.  Tinha algo a ver com aquela horrivel água de coco vendida em tantos supermercados. Não podia tocar direito com aquele tipo de coisa lhe irritando a vida. Precisava se isolar um pouco.

Eu concordei. A maior parte desses compostos quimicos que simulam agua de coco não conseguem ter gosto de outra coisa senão de compostos quimicos. E sinceramente, eu estava intrigado (senão totalmente pasmo) por, de fato Keith Jarret, ter o dinheiro nescessario para fazer toneladas de rocha flutuarem indefinidamente em alguma região esquecida do hemisfério sul. Jazz devia dar dinheiro.

Ou, talvez, eu estivesse mais intrigado ainda pelo fato de que rochas podiam flutuar.

E eu fiquei algum tempo ouvindo o seu trio, enquanto eles tocavam. Entre uma música e outra, eu voava descontroladamente pelo ar, descontente com alguma coisa que eu não podia definir. Ia, gritava e depois me resignava com um pouco mais de jazz. E depois de um tempo, Keith parou de falar comigo e e do oceano não vinha mais som algum. Só sobrara aqueles 5 montes de rocha e escuridão.

Com um senso de satisfação, dormi.

Acordei.

E dormi de novo.  A febre não havia passado.



Mais velho que os licks do Malmsteen…
janeiro 18, 2008, 8:19 pm
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… mas ainda dá pra rir de montão.

Malm's Bitch

Essa ai em cima, meus colegas, não é ninguem menos que a Sra. Malmsteen. Ou ‘ex-sra. malmsteen” para ser exato. Isso por que ela deve ter se cansado de apanhar do gordinho com problemas de ereção. O que vindo de uma mulher do tipo que “Adora apanhar dos parceiros sexuais durante a copula”, deve significar que Malmsteen descia a mão.

 Nesta materia aqui do ano passado, Paul Rubin expõem, junto com a Sra. Seven (hahaha), a ex- do guitarrista, todo o vergonhoso passado do casal, que incluem até uma inusitada situação onde – imaginem – a mãe da nossa DOMINATRIX aqui, totalmente assustada, liga para a policia por que o Malmsteen estaria apontando um SHOTGUN para a filha.

Sério, gente. Tomen um trago de alguma substancia proibida por leis internacionais de proteção aos animais e imaginem POR QUE DIABOS malmsteen apontaria uma arma para a cabeça da propria mulher. Adicionem a seguinte imagem a ilusão psicotrópica:

yngwemuitoperigoso

80’ies FEVER!!!

Me espoco de rir. Tipo, deve ter sido alguma briga sobre o Malmsteen roubando os lapis de olho da mulher, ou pegando de vez em quando uma pecinha especial dela pra ir se apresentar.

 



Um fim de semanas cheio de atrações em Bélem…
janeiro 16, 2008, 6:39 pm
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… e com muita diarréia e vômito para min.

Vocês já vomitaram ao mesmo tempo em que tinha um ataque de diarréia? Existem certos limites que qualquer um acharia tolice de ultrapassar, mas Deus é um cara criativo. Mas tudo bem, pelo menos alguns remédios prescritos dão uma liga interessante – Eu me sinto como se estivesse criando uma belissima obra de arte (ao estilo Pollock) numa grande tela de porcelana.

A dor de cabeça também é um fator significativo quando imagino o quanto a minha vida tem sido divertida nesses quatro dias de usura. Como é que, sem ela, meu monitor (única fonte de entretenimento que me sobrou que não me faz sofrer de asma ou de caganeira instantanea) parece um holofote de 1000w ligado diretamente na minha cara, iluminando o meu óbvio sorriso de felicidade.

E, o pior, é que eu nem posso me fazer de coitadinho perante Deus, e clamar o quanto “esse filhodapuyta me faz sofrer” por que toda vez que eu começo a pensar dessa forma, o post abaixo me vem em mente, e imagino…

“Eu mereço, né?”

A resposta vem num sibilante sinal anal, que me faz voar em direção ao banheiro, para mais uma obra de arte modernista.



Ney Conceição Reloaded
janeiro 14, 2008, 3:03 pm
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E de novo Ney se apresenta em Belém. Seria até mesmo maçante tamanha freqüência do baixista em vir á cidade dos capôs amassados se não fosse pelo fato de ser O Ney. Sim, não me canso de chupar o saco pelancudo dessa divindade do baixo nacional e toda vez que ele vem aqui pra cidade é sempre um frisoooom todo.

Principalmente por causa das participações especiais, néam?

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A primeira pergunta que me surge na cabeça quando eu sei que o Ney vai soltar uns fraseados aqui pela cidade é a seguinte: Quem da panelinha vai surgir dentre os detritos para fazer uma (medíocre) participação especial com o Ney? Da ultima vez – leia-se “Cover Baixo” – o saxofonista chamado (um que de vez em quando toca com a Amazônia Jazz Band, creio) simplesmente errou 3 vezes na música “Resposta”, sendo que uma delas foi logo no inicio, o que rendeu o tradicional “Opa, vamos começar de novo”? Só orgulho mesmo.

A pergunta já ardia com o fogo da danação na minha mente – que fantasiava sobre aberrações como participações especialíssimas de Eloy Iglesias ou do lendááário baterista do Alm… e neste momento me ligam para ir ver a passagem de som no exuberante Teatro da Paz. É como botar o coiote dentro do galinheiro, mas pra que reclamar? Mp4 no bolso, Josquin Desprez na mente e um sorisso horrendo no rosto, caminhei até o teatro.

Assim que o pequeno Bacuri, filho da puta de primeira e baterista ocasional, me liberou o acesso para a câmara do teatro, eu já dei de cara com nada mais nada menos que o Kiko Freita socando uma bateria fodona genérica qualquer, como se tivesse 20 daquelas em casa. E deve ter mesmo.

Enquanto todos estavam hipnotizados pela bateria certeira do Kiko – que é tão reclamão quanto o seu homologo na “Villa Del Chavo” – eu estava a espreita para qualquer sinal daquele músico local com instrumento na costa, pronto para passar o som do seu instrumento de ponta comprado nas lojas de música do comércio. Eu PRECISAVA saber quem iria ser o amigão do Ney dessa vez.

Ora, até o momento só estava o Adriel no local com as condições supracitadas. Mas, orra, o Adriel não vale. O pequeno saxofonista – que possui Autismo e Ouvido Absoluto, vejam como Deus é um cara de humor ímpar – praticamente brota em qualquer lugar que esteja tocando jazz instrumental. Brota mais como uma erva daninha do que como uma rosa, pra ser sincero. Mas o que lhe falta na subtração, esbanja na improvisação.

Minha impaciência já estava no auge quando surgem – ah, que previsível – Babú e Adelbert Carneiro com seus baixos no palco. Ah, e a gente que fica imaginando tantas coisas, não é mesmo? Mas nada estava perdido, pois ainda havia uma esperança: Priamo Brandão rondava o palco, mas sem instrumento na costa. O baixista da Amazônia Jazz Band (já citada) sempre me deixou na duvida quanto à suas habilidades no contrabaixo elétrico. Seria um ótima oportunidade avalia-lo caso tocasse algo com o Ney.

Mas, pulemos agora essa parte, e vamos para o show propriamente dito. Muito pouco a se dizer do que vi da passagem de som dos baixistas. Posso adiantar pra vocês que, de fato, Priamo passou o som e iria tocar junto com os outros baixistas e que, a música que iriam tocar não podia ser menos criativa. Falaremos disso no devido tempo.

Quanto ao show, Ney entra sozinho no palco, tocando. As putas e viados deliram. Não lembro a ordem do repertorio, mas creio que tenha começado com a música do Richard Bona, “Te Misseya”, e percorreram clássicos como Mônica, Resposta, entre outras.

E tipo, gente, que era aquilo que o Ney tentava fazer no microfone? Tipo, tão fofinho ver o quão inseguro ele estava com aquele microfone na lata dele, quando ele tentava cantar os temas. Dava a impressão que ele estava com medo que o Kiko simplesmente se levantasse da bateria e gritasse “égua da merda, caraleo, para com isso” e arrancasse o microfone dele. Experiência própria, gente, eu sei identificar esse tipo de apreensão.

Mas acho que nada superou o trompetista. Tipo, gente, tem que estar muito inspirado para, no meio do show, dar aquela BALANÇADA no trompete, tal qual estivesse no banheiro com o próprio pinto, para tirar aquela gosminha espumante que se formou dentro do instrumento. “Aquilo é baba, Ribamar?” me pergunta Ulla. Eu não sabia o que dizer, mas eu realmente esperava que fosse. Outras possibilidades me assustavam, enquanto eu via uma pequena poça se formando aos pés do trompetista.

Lá pro final do show, chamaram um velhote gordo pra cantar “My Valentine” com o Ney tocando toda a harmonia no baixo (e fazendo o improviso mais lindo da noite, sem nenhum acompanhamento) e ai chamarão os “baixistas locais” para uma canjinha. Mas uma canja bem rala mesmo. Miojo style.

Isso porque simplesmente eles resolveram tocar a versão para 198 baixos do Ney de “Assum Preto” do Gonzaguinha. Problema? Nenhum, tirando que é uma peça que o Ney usa muito em seus workshops e que ele a fez de improviso numa masterclass no ES, se me recordo bem. E para aqueles que acompanham as vindas do Ney aqui à terra do sol eterno, mais satuarada que roteiro de novela das nove.

A impressão que fica é que os baixistas locais simplesmente imploraram por uma ponta para o Ney e este, por falta de paciência para escolher coisa mais trabalhosa, escolheu logo algo que já foi usado até o ponto da exaustão. E mesmo que não seja dessa forma, custava terem tocado algo um pouco diferente? Um Pat Metheny seria pedir demais?

Enfim, os quatro baixistas tocaram o tema e improvisaram. Ney foi o ney. Adalbert mais parecia eu improvisando que alguém que estudou até com o Patitucci – Jogando nota pelo ladrão, intenção de menos. Babu pareceu ter gostado do timbre de latão de fero-velho que tinha conseguido na passagem de som e deu uma avacalhadinha no botão dos agudos do contrabaixo (e dane-se a diferenciação de timbres, lixo é lixo). Agooora, quanto ao pequeno Priamo, tudo se resume a essa conversa nos bastidores:

– Orra, Bacuri, nunca vais ser o Kiko, né? Sabes disso.

– Tanto faz, mas olha ai o teu destino – Enquanto apontava para Babu e Adalbert

– Ah, ser um Adalbert da vida até que vá lá, dá pra agüentar. Priamo Way of Playng que não daria pra agüentar…

– Ah, verdade, né? Priamo nem pensar, huh?

– Nem pensar.

O show terminou com “Chuvas de Belém”, melhor música da noite, lindos arranjos e um tema que me lembrou da chuva que eu tomei dia desses enquanto eu tava com 40º de febre.

É claro que essa linda música foi o Bis da noite, mas o tédio da audiência já era tanta que eles mal tinha esperado o retorno dos músicos. Já estavam era saindo mesmo. Eu até cheguei a ouvir uns suspiros de infelicidade pela platéia quando Ney anunciou mais uma música.

Pior que uma platéia despreparada, só uma platéia despreparada E mal-educada. Meu camarote foi um exemplo de ambos. Cada câmara, muitos sabem, tem lotação máxima de 6 pessoas. Que surpresa a minha quando vejo a minha câmara ocupada por 8.

Simplesmente dois daqueles que já ocupavam o camarote tinham ingressos da platéia, mas devem ter errado o caminho e inocentemente entraram num camarote. Após a expulsão de dois dos 4 camaradas inocentes, pudemos curtir o show sem muito estresse.

Claro, até os dois restantes começarem a achar o show um tédio e tentarem dormir na bancada do camarote dentre outros sinais irritantes de que ele queria era estar no Forró do Sitio. Gente, eu juro que se ele tivesse pedido, eu pagava um táxi, mas por favor, não encha a minha paciência com o sue descaso para um show lindo desses.

Será que é para parecer bonito, por achar que quem vai no teatro é mais inteligente que os outros? O que leva tanta gente que gosta tanto de jazz quanto eu gosto de frieiras a irem a um teatro assistir um baixista que eles nunca ouviram falar? Nem devem saber o que é um baixo, peloamordedeus.

Mas tirando todo essa irritação, o show foi muito bom, e morram de inveja, pois agora eu sou o único motorista de Belém licenciado pelo maior especialista em altas velocidades deste lado da selva:

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O próprio Ney.