Psicodélica


Gesturing Goodbyes
janeiro 24, 2012, 2:37 am
Filed under: Clave de Fá

Reebs – Gesturing Goodbyes (Youtube link)

Mais uma música feita, dessa fez com um pouco mais de decência na edição de video. Eu coloquei alguns comentários na descrição do vídeo para os curiosos. Espero que curtam, é uma música antiga e querida que fala sobre transitoriedade. Beijos. =*



The T-Pain effect e a música moderna
fevereiro 26, 2010, 6:12 pm
Filed under: Clave de Fá, Nerd, Review

A Antares Audio Technologies certo dia criou o Autotunes, terror dos vocalistas afinados, salvador dos incompetentes – e uma ferramenta muito interessante para os oportunistas. O rapper T-Pain usou o Autotunes de uma forma diferente: Ao invés de otimiza-lo para correção do pitch de forma suave, ele alterou os padrões de correção para rapidos e escrachados, criando um efeito que todos nós conhecemos e muitos adoram. Vamos a um pequeno exemplo:

Download Reebs – Su E O

Sim, sou eu cantando, com uma voz terrivelmente desafinada – o que no casa, apenas acentuará a ação do autotune.

Download Reebs – Su E O

Esta segunda já é o arquivo tratado com o autotunes e com um pouco de reverb e delay. Aqui já dá para ver exatamente do que estou falando. Sim, sim… Justin Timberlake, 50 cents, Timbaland e até mesmo a Cher (que foi a primeira a usar a coisa, diga-se de passagem). Esse timbre pode ser ouvido com maior ou menor frequencia no trabalho de todos, especialmente no daquele irritante Kenny West! Sim, ele talvez seja o representante do ápice deste estilo de som do vocal robótico.

Download Reebs – Su E O

E finalmente o mesmo vocal, com um pouco de compressão e alguma besteira de bateria por trás. Ainda que o trabalho de Áudio por trás destes artistas seja brutalmente mais complicado que simplesmente isso, já é possível ter esperanças de lançar o seu próprio ”Suuuuuicidaaal, suiiiicidal…” da vida.



Bar e Ética
outubro 26, 2009, 1:06 pm
Filed under: Clave de Fá, Outros

Vamos, de um município a outro, carregando equipamento, se comprometendo com o tal compromisso profissional, chegando adiantados para podermos armar todo o equipamento no bar, esperamos bem umas duas ou três horas para esperar o tal do Lyoto Machida ganhar uma luta depois de apanhar nos cinco rounds para podermos começar a tocar, armamos o material e…

O cara manda a gente embora, por que tava tarde e queria fechar o bar.

Eu era contratado pela banda. Recebi minha grana de qualquer jeito – por que, ao contrário da maioria dos donos de bar, esse pessoal era sério – mas o pessoal não recebeu grana nenhuma. Não sei se o cara pagou posteriormente, mas me pergunto como pode esse cenário amadoristico se manter aqui em Belém, todo esse imenso desrespeito com uma classe trabalhadora como qualquer outra.

Ser músico obviamente é uma merda. Mas ser músico em Belém do Pará é, definitivamente, um castigo. Karmarrific!



Fazia tempo…
agosto 20, 2009, 1:04 am
Filed under: Clave de Fá, Sarcasmo

Ao ouvir Icefire agorinha, me dei conta de algo: Fazia muito tempo que eu não ouvia essa música…

Tempos negros, amigos… Tempos amargos.



o direito de possuir guitarras
abril 6, 2009, 2:30 pm
Filed under: Clave de Fá, Sarcasmo

Do genial “Harvey Birdman, Attorney at Law”:

Como eles poderiam ter previsto o baixo fretless?! Como!?



The Sea Song
março 6, 2009, 5:25 am
Filed under: Clave de Fá

sea6

O oceano acena pra mim, em devaneios enquanto sentado no ônibus. Invade a minha mente, como a maré invade terra, floresta, casa, esquecendo limite ou fronteira. Me convida a um mergulho. Um daqueles que demoram bastante – do tipo na qual o mar seca antes de você sair dele. E ainda assim, tão poucas vezes eu vi o mar.

E por que ele é tão convidativo, então?

“Não é da minha conta”, sempre pensei – prefiro boiar, a deriva. Pat Metheny, por outro lado, deve-o saber. Fez uma das músicas mais belas que conheço e disse que era a música do mar. Acredito, acredito. Escuto e acho muito crível.

Dias desses, cansei de  esperar, tal qual uma caravela, que a brisa salina do mar me levasse para algum lugar (que nem sempre era bom, confesso). Aprendi os acordes cheios de líquens, as melodias lentas e graves sussurrando de dentro dos abismos infindaveis…. o ritmo que avançava como um monstro das profundezas.

E me perguntei mais uma vez então, por que é tão convidativo esse infinito azul da minha imaginação?

Só Metheney, eu e meu baixo sabemos.



Mais Piauí
julho 3, 2008, 7:04 pm
Filed under: Clave de Fá, Turist Guy

Acabei de achar um videozinho malandro de um trecho de nossa apresentação no mato… digo, Piauí – justamente o trecho que eu mais gosto, veja bem. Nesse trecho da Suite Regional, os bailarinos rebolam, rebolam e juram que estão imitando uma canoa. uma canoa rebolante, se for o caso. Confiram:

E a canoa vai rebolando…

Quem descobrir o que, nesse remendo de audio, devia ser o solo de baixo, ganha um pirulito.



Folclore, Mato e Cachaça
julho 1, 2008, 1:15 pm
Filed under: Clave de Fá, Review

Cachaça

Enquanto você, camarada, filho da abastada (e em processo de extinção) classe média brasileira está arrumando as malas para suas viagens com destinos a lugares frios onde as pessoas possuem mais consoantes que vogais em seus nomes, eu estive os últimos dias desbravando o Piauí no lombo de jumentos, que era movido a Mangueira, o Whisky brasileiro, manufaturado por duendes piauienses.

A desculpa que tinha para lá estar, era o Festival Folclórico Nacional de Folguedos do Piauí, que havia reunido grupos folclóricos de vários cantos do brasil, incluindo o meu. Portanto, com passagem paga, estadia garantida e alimentação fornecida, rumamos para o Piauí.

E poderia dizer algum poeta esquecido, que pela falta de talento ou de compreensão do público foi deixado a versar sozinho, em uma pequena casa à beira da estrada, que se achamos a vida injusta, é só por falta de mobilidade de pescoço, pois não conseguimos olhar para o lado daquele mais azarado e se alegrar com a própria sorte. O que quero dizer com isso é que simplesmente, dos cinco grupos paraenses que tomaram rumo à Folguedos, três foram assaltados, não sendo poupado nem figurino nem instrumento musical.

Ficamos num alojamento de padres, na extremidade da cidade de Teresina. Ficavamos lá a maior parte do dia e rumavos para Folguedos no fim do dia, para apresentações e conseqüente Forró, que por sinal é o Brega piauíense, a praga das rádios de lá.

Não há muito o que dizer da viagem. Foi divertido e instrutivo. E foi um preview do que virá em setembro pois estaremos indo para o México, terra do emigrantes e da tequila a 5 dolares. Estou com uma preguiça danada de escrever hoje, então ficamos por isso mesmo hoje.

=*



Gordos e Leptops
maio 13, 2008, 3:47 pm
Filed under: Clave de Fá, Review

DJ gordo

Semana passada teve um workshop sobre produção músical com o Dj Raffa, através do porjeto “Eu Faço Cultura” do Senae. Seria lindo dizer que eu sou um super fã do cara e que eu acho o trabalho dele super inovador blábláblá, mas a verdade é que eu nunca tinha sequer ouvido falar no nome desse infeliz, e muito menos eu sabia deste curso até algumas horas antes da segunda e última aula do workshop começar.

Agradecimentos à namorada, que fez o favor de me comunicar algo que simplesmente deveria estar na boca de todos do ramo – e obviamente não estava. Na verdade, quase ninguém sabia da palestra, que foi apreciada por oito pessoas no segundo dia e, pelo que disseram, cerca de dez ou onze no primeiro. E maioria não fazia sequer idéia nem de onde plugar o P2 da guitarra.

Criticas sociais a parte, DJ raffa, um desses caras que ascenderam na vida através de muita fome (o que é difícil de crer, já que ele tem a forma física de quem nunca parou de comer), não se aprofundou muito no assunto sequer chegou às margens do que eu queria saber e, ainda assim, a palestra foi mais que interessante, com exemplos de plugins de audio de diferentes tipos, dicas de equalização entre outras coisas que, de tão básicas, me fazem enrubescer de vergonha por não sabe-las. Vivendo e aprendendo.

E, parte interessante, a palestra aconteceu na fundação Curro Velho, próximo ao Solamar, se é que essa espelunca ainda não desabou. Lá, para minha surpresa, eu descobri uma penca de cursos livre (e gratuitos) não só sobre dança ou pintura, mas sobre equalização de audio (turmas lotadas, pro meu azar), oficinas de canto coral e varios modulos para violão e canto. Prato cheio pra quem quer começar ou expandir horizontes.

Só tem o problema que o Curro Velho está instalado numa das áreas mais perigosas e violentas da cidade. Nada que alguns coqueteis molotovs não resolvam, portanto, não deixem de conferir a programação do Curro Velho, quem geralmente é renovada de dois em dois meses.



Sad, but True
abril 18, 2008, 1:29 pm
Filed under: Clave de Fá, Sarcasmo

Pain Of Salvation

No site Gothtronic.com, eu li uma entrevista com o guitarrista do Pain of Salvation, Johan Hallgren. Entre muitas coisas legais que o guitarrista comentou, um pergunta em especial me chamou a atenção:

Can you live off your music?

Daniël can live off his music, but I still have a job. And I wouldn’t want it any other way. You see, I’m in this business for fun. I like making music, I like playing music, when I still have a job, my music is more of a hobby to me. Money is great though, no money, no honey (laughs). But seriously, if you’re really rich and you can buy everything you want, I think life would get boring. I mean, when you buy a 20 million dollar house in say, the south pacific, it’s just a house. It doesn’t mean anything. I think having more money will make your world smaller. Besides, you can’t hug a flatscreen TV, it’s too hard. Though with enough money, I think I could get a fluffy version. (laughs) With breasts!

Não são todos que dividirão essas dores comigo, mas veja bem: É apenas um hobby. E ele tem um emprego obscuro em algum lugar da Suécia. Isso entra na minha cabeça como um taco de golfe entraria no nariz de alguem. Como pode uma pessoa trabalhar na criação, gravação e ir para as turnês de um punhado de CD’s de Metal Progressivo FO-DI-DOS e ainda dizer que é só um hobby?! Só dá pra tirar uma conclusão disso:

Viver na Suécia é fácil demais.

(Assim como tocar rock progressivo)




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