Enquanto você, camarada, filho da abastada (e em processo de extinção) classe média brasileira está arrumando as malas para suas viagens com destinos a lugares frios onde as pessoas possuem mais consoantes que vogais em seus nomes, eu estive os últimos dias desbravando o Piauí no lombo de jumentos, que era movido a Mangueira, o Whisky brasileiro, manufaturado por duendes piauienses.
A desculpa que tinha para lá estar, era o Festival Folclórico Nacional de Folguedos do Piauí, que havia reunido grupos folclóricos de vários cantos do brasil, incluindo o meu. Portanto, com passagem paga, estadia garantida e alimentação fornecida, rumamos para o Piauí.
E poderia dizer algum poeta esquecido, que pela falta de talento ou de compreensão do público foi deixado a versar sozinho, em uma pequena casa à beira da estrada, que se achamos a vida injusta, é só por falta de mobilidade de pescoço, pois não conseguimos olhar para o lado daquele mais azarado e se alegrar com a própria sorte. O que quero dizer com isso é que simplesmente, dos cinco grupos paraenses que tomaram rumo à Folguedos, três foram assaltados, não sendo poupado nem figurino nem instrumento musical.
Ficamos num alojamento de padres, na extremidade da cidade de Teresina. Ficavamos lá a maior parte do dia e rumavos para Folguedos no fim do dia, para apresentações e conseqüente Forró, que por sinal é o Brega piauíense, a praga das rádios de lá.
Não há muito o que dizer da viagem. Foi divertido e instrutivo. E foi um preview do que virá em setembro pois estaremos indo para o México, terra do emigrantes e da tequila a 5 dolares. Estou com uma preguiça danada de escrever hoje, então ficamos por isso mesmo hoje.
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