1 – Que trabalho? Desenvolvedora de chapinhas (vide o jovem ao lado)?
2 – Ou cobaia para maquiagem extra-vermelha-que-pode-ser-vista-do-espaço (que não supera nem de longe a da jovem do outro lado)?
3 – Peloamordedeus, esses dois não tinham acabado? Daqui a pouco vão começar a lançar dvd de 1 ano de separação da dupla.
BONUS-TRACK: Grande Sandy, experimentando roupas das nossas malharias locais – Um ARRASO!
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Quem clicar aqui, ganha uma pagina repleta de lições de teoria músical úteis, práticas, de facil compreensão e com exemplos tocados através de midi. Dica do vegetativo Rodrigo Nunes, wedda man e pianista nas horas vagas.
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Gente, não sei onde eu me divirto mais, na Wikipédia ou na Desciclopédia. Olhem só:

Artigo completinho aqui.
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É não só o último, como também é O final da série. Um final digno, diga-se de passagem, que superou de longe o final apresentado no meia boca “Até mais, e obrigado pelos peixes!”.
Também é um dos melhores livros da série – e também, como todas as coisas da categoria “Best Of” que existam, é o mais curto de todos. Deguste com carinho e não fique com vergonha de gritar no final.
Pois você vai precisar, eu garanto.
Gente, nem falei do dia do músico, né? – Pois, duh, quem fodeu a vida para aprender (e ainda não aprendeu) a fritar tem que no minimo dizer algo sobre o dia do músico, né?
Ah, porra nenhuma.
Músico é daquele tipo de humano que, por ganhar mal e ralar feito um corno, se acha no direito de criticar a torto e direito tudo quanto é outra opção de vida. Músicos – racinha imprestável – será aquele rapaz que olhará torto para o seu New Civic, ficará a viagem toda comentando o quanto a Brasilia dele fazia 400 kilometros com duas gotas de cachaça e quando chegar no seu sitio de 40 hectares, ficará falando das noites maravilhosas quando ele dormia no relento, amparado apenas pelas estrelas e pela música. Ah, my ass!
E não só isso, mas todo músico tentará lhe passar um certo ar superior ao declamar a sua última letra, que se encaixará na sua última composição, que fará parte do seu último albúm, da sua última banda, que da última vez, tocou no último mês num lugar que estava lotado até o último lugar.
Enquanto você trabalha – erguendo edificios, tratando de esquizofrênicos, correndo atrás de ladrão, gerenciando prostitutas, etc – esses pequenos remendos de orgãos estarão de papo pro ar, compondondo peças infames, de caráter duvidoso, com intuitos pouco corretos. Quantas lagrimas derramadas por aquelas mulheres que suspiram pelos doces acordes da viola entristecida do malandro. Engandas! Tragam-na de volta para a realidade!
Pela vibração de cordas, rangir de teclas, rufar de tambores ou mesmo através de estranhos apêndices vocais, voam através de um outro mundo. Sonhadores! Infectam este mundo com idéias de simplicidade infantis. Vão morar em cuba então! Num mundo como esse, já de morte anunciada e ruindade comprovada, devemos ainda iludir o coração duro do homen com a toada das cordas? Não tardará para nos vermos envoltos nessas mentiras de beleza fulgaz (assim como o próprio músico) e até acreditarmos nelas.
E, ai de ti que, se feito eu, já caminha de olhos fechados pela rua, em outro mundo de concepção diferente e cores mais caoticas. Não mais escaparás da tua prisão lúdica, e ela se alimentará do teu sangue e nada irá devolver senão teus ossos. Tristemente depositados numa valeta comun.
Ai de min, que comemoro o dia do músico.
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Nada contra gente, mas…
Esse umbigo não tá muito em cima não?
Advinha quem conseguiu o cabo lógico para celular?
“Fui eu, zé”
Não, não. Não foi essa bichona fazendo pose não. Foi essa aqui ô:

Isso é uma bichooooona, doutor.
Muitas bizarices em breve…
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Era isso. Junto com 80% dos infelizes eu estava eliminado do vestibular de música da Usp, confirmando todos os meus temores e algumas previsões alheias. Agora eu era oficialmente mais um vagabundo na metrópole brasileira, sem utilidade, sem propósito e sem amor.
Tava na hora de voltar. Sonho tem validade e esse tava passado. A diarréia seria violenta.
Bem que o retorno à cidade dos boatos poderia ser feito como no seu par ideológico: queria poder pular num buraco negro no meio da paulista e, ao sair do outro lado, me estatelar contra alguma das torres do ver-o-peso, pintando-a com o vermelho rubro das minhas veias e a decepção azul que vem de alguma parte indefinível de nossos corpos. E era azul de raiva mesmo.
Mas, infelizmente, eu ainda tinha uma incomoda viagem de 4 horas através do território brasileiro dentro de um avião lotado e que partia de Guarulhos – o que significa duas viagens, visto que Guarulhos fica pra alem das bandas de lá. E isso é longe bagarai.
Taxista é um bicho esperto. Bonzinho, nunca. Esperto. Foi isso que me explicou o simpático motorista que me levou até o aeroporto ao ser questionado porque fez uma viagem que valia uns 150 R$ no mínimo, por meros 50 bucks.
Silva – descendente de portugueses, mas sagaz como uma rosquinha – demonstrou geometricamente, com auxilio da famosa física quântica de boteco, que a soma dos dias ruins, elevado ao cubo do numero de passageiros do dia – tudo somado ao desespero de não ter dinheiro pro aluguel do fim do mês – fizeram 50 reais um numero relativamente alto para aquela viagem.
Típico contador de histórias, o taxista despejou em min diversas fábulas urbanas, habitadas por personagens de toda laia: ricos, pobres, sonhadores, defuntos, ganhadores da loteria entre outros. Estes valiam muito mais que a história em si, pois todo contador de historias sabe: se a narrativa é o creme do abacate, os personagens são só a popa.
Ora, tamanha desenvoltura artística deve ter sido culpada pelo meu último erro. Último só em ordem de chegada, por que, se existe alguma hierarquia para as merdas que eu faço, não existiria privada que não entupiria.
Todas as historias me distraíram para um fato de vital importância: Era uma tarde fria e melancólica naquela quarta feira.
Quarta que era dia 14.
Dia 14 que era um dia antes do dia 15.
Dia 15 no qual estava marcado meu vôo.

“That’s ma’boy”
Assim, eu tava simplesmente 24 horas atrasado para o meu vôo, sozinho e no aeroporto mais chato e feio de toda a América Latina. Não que eu soubesse disso na hora mas logo eu iria perceber isso.
“Mas eu tinha marcado para hoje, minha senhora…” foi a minha desculpa padrão para as moças do check-in, que olhavam para o meu sorriso amarelo sem muita convicção. Que eu podia fazer? “Err… moça, é que eu errei o dia”. Mas nem pelo cú do dono da Tam eu faria isso.
O jeito foi ficar esperando na lista de espera para o vôo das 21:00 (mesmo horário do meu vôo do dia seguinte). Mas sabe Deus – ou qualquer outro filho da puta – que tudo tem o seu lado bom. Cada mazela, pela sua própria natureza, leva consigo um germe de oportunidade e possibilidades, nem que para destacar o sofrimento momentâneo.
E foi dessa forma que, guiado pela oportunidade, puder ver o mestre Eder, Bass Máster, foguetiador maximo da ordem dos 6 cordas, embarcar no seu vôo para Bel City, as 21:00. O mesmo vôo para o qual eu estava esperando uma vaga.
Ou seja, eu talvez tivesse a oportunidade de viajar ao lado do meu companheiro de semi-colcheias e fazer um retorno triunfal para o inferno. Orra, saiu melhor que o combinado.
E foi com um sorriso mecânico que o funcionário da TAM me revelou que, de fato, havia uma vaga no dito vôo e, com o mesmíssimo sorriso, falou que eu não podia embarcar. Ao meu olhar embasbacado, ele respondeu com um dedo em riste, apontado para aquele grande cubo de baixo na minha bagagem, embrulhado em uma película de oxigênio, hidrogênio, hélio e alguns outros compostos do ar.
Perdi.
A minha única chance de não ter que passar 24h naquele lugar mal iluminado tinha se passado e, o pior de tudo, agora eu tinha um belo de um problema nas mãos: Eu não embarcaria nem no dia seguinte se eu não pudesse empacotar diretinho o cubo do baixo e sabe lá deus onde eu ia achar uma caixa que servisse. E logo Guarulhos, que é afastado de toda civilização. Imagine de caixas de papelão tamanho 15 por 15.
Mas logo me deram uma dica – tava mais pra sentença – que na parte de trás de Guarulhos tinha tipo uma área para reciclagem (Ou seja, LIXÃO mesmo) que talvez tivesse algumas caixas que eu pudesse usar. E lá vou eu, com mala e cuia sobre um carrinho para achar a porra duma caixa.
O trabalho foi tedioso. Pilhas e pilhas de entulho, recheadas de caixas por todos os lados. Obviamente, nenhuma das caixas era do tamanho certo, sempre sendo um pouquinho menor em largura ou comprimento.
O trabalho teria sido muito menos honroso se não tivesse um funcionário do aeroporto fazendo a mesma coisa que eu. Logo me contou que precisava de caixas para alguma mudança e nem pensou duas vezes. Se jogou no entulho a caça das cobiçadas caixas.
Mas eu estava longe de conseguir uma caixa decente e, sinceramente, remexer em entulho não é a coisa mais divertida do mundo…
To be continued
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“Que vivas em tempos interessantes” é uma antiga maldição chinesa na qual a palavra “interessante” poderia ser melhor representada por uma pequena guerra civil ou alguma praga degenerativa. Viver em épocas interessantes tem o seu preço.
Rios de caos e desordem varrem os deltas por onde vive o pequeno personagem – pequeno na altura, mas não no valor nem na coragem. E ambos foram as muletas nas quais seu corpo cansado se sustentava e, sem elas, não haveria força nos curtos braços para manter o frenesi do machado que dançava a sua frente, como se possesso de vida própria.
Valor e coragem eram bons, mas meio inúteis sem um bom machado.
E muito provavelmente era dessa forma que pensava o grande artífice do oeste quando criou os grandes pais, duros como a rocha de onde tinham vindo, teimosos como o aço na têmpera. Muita coisa os ensinou sobre a forja e sobre as montanhas. Mas sobre armas – e sua necessidade – eles aprenderam depois. Sozinhos.
Das estrelas, nada eles sabiam nos seus salões subterraneos de pedra e o vento nunca chegou a balançar as suas barbas e sua voz se perdia nas encostas montanhosas. E do mar, aquele gigante azul que dele só conheciam alguns de seus milhares de tentáculos, tinham medo e eram surdos para a música das ondas.
Enquanto outros se perdiam em bosques – imortais enquanto existiram – e juravam seus amores sob o olhar da dama e da aguia, eles só conheciam o brilho da bigorna e do martelo e nem mesmo a obra de suas mãos lhe era tão interessante quanto o ato de moldar o humor dos metais e das pedras e muito aprenderam, mas muito pouco compartilharam.
E mesmo quando marchavam ao lado do belo povo, enfrentado ameaças comuns sob a mesma bandeira da liberdade, sequer compartilharam de seus fônemas nativos, exceto pelo brandir do hino de guerra. Foi também a unica coisa que dividiram quando atacaram os próprios aliados, no fim da primeira era do sol e da lua, destruindo as poucas coisas belas que haviam construido fora de suas cidadelas de pedra.
Eram solitários, belicosos e de amizade dificil. E talvez por isso sejam os únicos que, de todos os povos da terra, nunca se sentiram atraidos pelas luzes do oeste – esse lugar mágico que os homens haviam antes tentado conquistar e para onde fugiam os primogênitos.
De lá só sabiam as historias, as descrições das maravilhas e delas não duvidavam, pois aqueles que viram a noite prateada dos campos imortais, que se deitaram na planice de Tuna ou simplesmente vislumbrou as muralhas infinitas das Pelóri, tinham essas coisas todas registradas no proprio semblante e ninguem duvidava deles pois seus olhos brilhavam com a mesma luz daquela terra.
Mas eles nunca tentaram velejar para o além mar. Ao contrario, ele fugiam para leste e seus olhos estavam sempre voltados para a terra e suas riquezas. E do povo de lá, eles nada mais souberam, por muito tempo.
Mas eram tempos interessantes, e junto com o seu machado zuniam o movimento de duas laminas que queimavam num fogo azul, manuseada justo por um principe do belo povo, outrora tão afastado do povo dele. Mas lá eles estavam juntos, e lutavam mais uma vez pelo mesmo ideal.
E, tempos depois, quando estivessem cansados do ar e da terra, fariam o impensável: Velejariam juntos, além da circunferencia do mundo, para a terra dos imortais, que anão nenhum havia visto, nem realmente se interessado. Não existiu amizade maior no mundo. Menos que isso não seria o bastante.
E foi assim que Gimli, filho de Glóin, contra toda expectativa, andou pelas escadarias de Tirion, na terra dos imortais e pôde ver, ouvir e conversar com o próprio criador.


